Não gosto de demonstrar as minhas fragilidades porque assim como ocorre com os animais, o momento em que demonstramos as nossas fraquezas, é também o momento em que os predadores se preparam para nos atacar.
Todos temos fragilidades e por vezes é na tentativa de os esconder que acabamos por impedir que pessoas que nos poderiam ajudar a ultrapassar essas mesmas não o façam, tentamos mostrar o melhor que há em nós, quando nem sempre aquilo que achamos ser o melhor, realmente o é, as pessoas gostam umas das outras não pela imensidão de virtudes que a outra tem, mas sim pela ausência de defeitos e muitas vezes aquilo que consideramos por defeitos são realmente as nossas virtudes.
Acho que muitas pessoas se escondem por trás de uma máscara indestrutível que apenas anuncia a perecibilidade do seu rosto, as defesas formam-se para proteger as falhas e é por isso que muitos de nós tentamos criar uma barreira protectora que nos proteja da adversidade.
As desilusões surgem no momento em que mostramos as nossas fragilidades a alguém e sentimos que essa não sou respeitá-las, porque mostrar quem somos pode ser muito complicado e com menos ou mais dificuldade, todos nós acabamos por demonstrar aquilo que temos de mais frágil. Quem cria um grande barreira entre si e os outros, geralmente é quem mais necessita que essa barreira seja quebrada, porque precisa de se sentir suficientemente segura, simplesmente não deixa que qualquer pessoa seja o seu porto de abrigo.
Quase nada é impossível desde que se queira essa coisa com toda a nossa força e mesmo que a nossa força não seja suficiente, permitirmos que alguém da nossa vida nos empreste alguma da sua para cumprirmos os nossos objectivos, porque no fundo é nisso que uma relação amorosa ou de amizade se baseia, encontrar na união a força que nos permite subir um degrau na vida.