terça-feira, 10 de dezembro de 2013
9
Vêm-se pessoas a gozar com coisas sérias, sem pensar o quanto conseguem magoar as outras pessoas, humanos, tal e qual como elas, que passam exactamente pelo mesmo apenas porque a sociedade está mergulhada no egoísmo, é actualmente praticamente cada um por si só, as coisas que antigamente nos atribuíam a nossa humanidade, são hoje coisas que nos separam de sermos humanos. Não deveria a nossa felicidade ser utilizada para criar a felicidade dos outros? Tal e qual como tudo na vida, o bom traz coisas boas, o mau traz coisas más, talvez se estivéssemos a remar todos no mesmo barco a que alguém se lembrou um dia de dar o nome de vida, talvez tudo melhorasse, talvez tudo aquilo de que nos queixamos neste momento não existisse. É certo, acusar os outros é sempre mais fácil de admitir os nossos erros, culpar outros por algo que é nossa culpa é o que realmente causa o mal, é por isso que tudo chega ao ponto que tem chegado, a definição de relacionamento entre pessoas (seja através de amor, amizade ou até apenas por causa do trabalho), aquilo para que o ser humano foi feito, está a ser destruído a cada dia que passa, através das contínuas atitudes egoístas e egocêntricas que todos nós sem excepção tomamos. Talvez em vez de nos queixarmos de todo o mal, devêssemos realmente fazer algo para que isso mude, porque no fundo, nós somos sempre quem sabe melhor como realmente somos, todas as virtudes, todos os defeitos, tudo aquilo em que fazemos a diferença pelo lado positivo, tudo aquilo para que não somos realmente dotados para realizar positivamente. A comunicação é, e sempre será aquilo que resolverá os problemas, mas enquanto for mais fácil fugir aos problemas, deixar acumular tudo aquilo que não queremos no fundo que seja verdade, dificilmente algo vai melhorar, e muito provavelmente só vai levar realmente a que as coisas continuem a pior, e se se fizesse realmente algo em relação àquilo que achamos que está mal em vez de passarmos a vida inteira a queixar-nos de coisas que são no fundo culpa do ser humano? Em várias ocasiões o ser humano já conseguiu provar que em conjunto, a trabalhar para uma necessidade de todos, algo que realmente é importante para todos, consegue fazer coisas extraordinárias, coisas que ainda hoje não deixam de nos surpreender, e por vezes a mais simples das acções é o suficiente para mudar a vida de uma comunidade. O melhor então é mesmo sermos realmente humanos, e em vez de querermos estar melhor que os outros, devemos então querer que ninguém esteja pior que ninguém, para acabar com as diferenças que são criadas na mente, quando na realidade somos todos iguais, apenas distinguidos por pequenas características que nos dão a nossa própria humanidade.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
8
Realmente há coisas que já começam a ser frustrantes nas pessoas, como é que é possível ser-se tão repetitivo, continuar a repetir os mesmos erros e ainda assim ter a lata para se queixarem. Não dá mesmo para entender o que se passa na cabeça das pessoas, todos os dias, a toda a hora passam a vida a queixar-se de coisas que se não fosse por burrice própria, nunca aconteceriam na vida, uma coisa é falarmos de acidentes ou doenças, coisas que são inevitáveis na medida em que nunca sabemos quando é que podem acontecer, mas fazerem erros infantis e por culpa própria e passarem a vida a culpar essa mesma vida, isso meus amigos, não têm um mínimo de sentido, por favor, ganhem um pouco de juízo nessa cabeça, não nascemos com um cérebro para fazer peso e muito menos para enfeitar, se em vez de se armarem em "vida loka" se preocupassem um bocado em pensar nas consequências dos actos que têm, se calhar não precisavam de passar a vida a choramingar sobre coisas que são única e exclusivamente culpa vossa, têm de aprender que há uma diferença entre desabafar e simplesmente ser um mártir, é impossível uma pessoa estar constantemente infeliz, há sempre momentos de felicidade, por muito pequenos que sejam, a questão é que a maior parte das pessoas está tão preocupada em fazer-se de coitada que em vez de viverem, lamentam-se.
Mas será que não tiveram educação? É preciso ensinar-vos que não vivem sozinhos no mundo e como tal têm de se comportar como uma pessoa numa sociedade e não como um, "eu, eu, eu, eu e eu"? Como se costuma dizer na gíria "manquem-se" meus amigos, a altura em que os pai'zinhos vos limpavam a boca e os dejectos já passou, chegaram a uma idade em que já não há desculpa de serem dependentes de ninguém, até porque passam a vida a tentar agir como se fossem donos e senhores não só de si mesmos, como de tudo o que vos rodeia. O problema acaba por ser mesmo esse, estão tão mal habituados a que vos limpem toda a merda que fazem, que assim que se vêm numa situação onde precisam de se safar sozinhos, "tremem que nem varas verdes", se querem tanto essa vossa independência e autonomia, percebam que com essa vem a responsabilidade e comecem-se a aperceber que o "mundo cor-de-rosa" que vos pintaram enquanto eram crianças, não existe, vocês vivem num mundo a preto e branco onde têm de encontrar os tons de cinzento que equilibram a vossa vida, chegou o dia em que têm de começar a perceber que as coisas mudam todos os dias e problemas novos surgem também todos os dias e vocês não os vão conseguir resolver de um momento para o outro como nos desenhos animados. Admito até que a culpa não seja vossa, mas sim das pessoas que vos educaram e da maneira como apresentaram a vida para vocês, nós humanos devíamos era ter uma educação como a que é dada aos animais, os progenitores cuidam de nós até termos um mínimo de capacidades e depois deveríamos ser lançados ao mundo, sendo expostos aos perigos, para que possamos ter uma noção daquilo que nos espera e assim possamo-nos adaptar.
Torna-se realmente cansativo ouvir gente a queixar-se que a vida não corre bem, quando passam a vida sentados num sofá à espera que algo aconteça, pois bem meus amigos, acordem por favor! a vida é exactamente como a distância, se tiverem parados, nada muda, esqueçam mas é o "quem espera sempre alcança", ponham na vossa cabeça que quem faz por alguma coisa é que alcança, não é quem não faz nada para ter as coisas. Acham que metade das pessoas que têm sucesso no mundo, o têm porque as coisas lhes vieram parar aos pés? Talvez fosse melhor começarem a desenganar-se, o sucesso é fruto do trabalho, nunca da preguiça, e sim, não confundam paciência com preguiça, porque paciência é fazer algo e esperar que haja uma retribuição, preguiça é dormir no sofá a ver televisão, onde vêm programas que não interessa, sobre coisas que não interessam e que muito menos têm utilidade para a vida de alguém, por isso mesmo é que se chama entretenimento, e não estilo de vida. Começa a ser na minha opinião frustrante a quantidade de queixas que fazem, se a vida tivesse um muro de lamentações, já não havia vida para ninguém, há muito que tinha desabado com o peso de tantas "almas penadas".
Mas será que não tiveram educação? É preciso ensinar-vos que não vivem sozinhos no mundo e como tal têm de se comportar como uma pessoa numa sociedade e não como um, "eu, eu, eu, eu e eu"? Como se costuma dizer na gíria "manquem-se" meus amigos, a altura em que os pai'zinhos vos limpavam a boca e os dejectos já passou, chegaram a uma idade em que já não há desculpa de serem dependentes de ninguém, até porque passam a vida a tentar agir como se fossem donos e senhores não só de si mesmos, como de tudo o que vos rodeia. O problema acaba por ser mesmo esse, estão tão mal habituados a que vos limpem toda a merda que fazem, que assim que se vêm numa situação onde precisam de se safar sozinhos, "tremem que nem varas verdes", se querem tanto essa vossa independência e autonomia, percebam que com essa vem a responsabilidade e comecem-se a aperceber que o "mundo cor-de-rosa" que vos pintaram enquanto eram crianças, não existe, vocês vivem num mundo a preto e branco onde têm de encontrar os tons de cinzento que equilibram a vossa vida, chegou o dia em que têm de começar a perceber que as coisas mudam todos os dias e problemas novos surgem também todos os dias e vocês não os vão conseguir resolver de um momento para o outro como nos desenhos animados. Admito até que a culpa não seja vossa, mas sim das pessoas que vos educaram e da maneira como apresentaram a vida para vocês, nós humanos devíamos era ter uma educação como a que é dada aos animais, os progenitores cuidam de nós até termos um mínimo de capacidades e depois deveríamos ser lançados ao mundo, sendo expostos aos perigos, para que possamos ter uma noção daquilo que nos espera e assim possamo-nos adaptar.
Torna-se realmente cansativo ouvir gente a queixar-se que a vida não corre bem, quando passam a vida sentados num sofá à espera que algo aconteça, pois bem meus amigos, acordem por favor! a vida é exactamente como a distância, se tiverem parados, nada muda, esqueçam mas é o "quem espera sempre alcança", ponham na vossa cabeça que quem faz por alguma coisa é que alcança, não é quem não faz nada para ter as coisas. Acham que metade das pessoas que têm sucesso no mundo, o têm porque as coisas lhes vieram parar aos pés? Talvez fosse melhor começarem a desenganar-se, o sucesso é fruto do trabalho, nunca da preguiça, e sim, não confundam paciência com preguiça, porque paciência é fazer algo e esperar que haja uma retribuição, preguiça é dormir no sofá a ver televisão, onde vêm programas que não interessa, sobre coisas que não interessam e que muito menos têm utilidade para a vida de alguém, por isso mesmo é que se chama entretenimento, e não estilo de vida. Começa a ser na minha opinião frustrante a quantidade de queixas que fazem, se a vida tivesse um muro de lamentações, já não havia vida para ninguém, há muito que tinha desabado com o peso de tantas "almas penadas".
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Presos
Na vida, não podemos querer seguir com ela, se estivermos presos ao que vem atrás, é exactamente como se estivessemos presos a uma corda, e a corda tem um determinado comprimento, ou seja, vai chegar a uma altura em que essa vai esticar o máximo, e a partir daí, o único caminho é para trás, e assim é com a vida também, se insistirmos em estar presos ao passado, vamos reparar mais tarde ou mais cedo que nunca vamos conseguir prosseguir para um futuro, o presente torna-se o nosso limite de corda, e não nos podemos esquecer que o presente de hoje, é o passado de amanhã. Para pensar no futuro, temos de nos desprender da corda do passado, e muito do problema está aí, nós queremos andar para a frente e podemos até pensar para a frente, mas é como se a nossa mente andasse numa passadeira de ginásio, efectivamente estamos a caminhar em frente, mas parados no mesmo sítio, não chega querer separar-mo-nos do passado, temos de quebrar a nossa barreira mental que nos faz tornar todos os presentes num passado, e durante a vida, passamos muito tempo a fugir aos assuntos, a evitar tocar neles, como se estivessemos a dar voltas infinitas a uma rotunda, sem nunca saber por que saída ir, o pior que podemos fazer é tentar criar um futuro com bases num passado, cada dia é um dia novo, a vida é contínua, ela encarrega-se de fazer com que as coisas não desapareçam de um dia para o outro naturalmente, não é realmente necessário que estejamos sempre a pensar no que se passou, no que fizemos, no que poderíamos ter feito, os erros do passado servem para fazer os acertos do futuro.
Obviamente que é muito fácil falar, mas quando estamos presos ao passado, só há duas maneiras de sair dele, ou encontramos alguém que é capaz de se esforçar por nós e tentar fazer-nos ver que o caminho é para a frente, ou então somos suficientemente fortes para conseguir quebrar o que nos prende, pessoalmente, acho que quando nos prendemos ao passado, prendemo-nos principalmente a pessoas e não a momentos em específico, porque o que sentimos pelas pessoas, é sempre mais forte do que aquilo que sentimos pelos momentos, quando ouço dizer "não tenho saudades de tal pessoa, mas sim do que passei por ela" acho que as pessoas estão a tentar convencer-se disso, quando na verdade, esse momento só teve essa importância, pelo impacto que a pessoa com quem o partilhámos teve em nós, estejamos a falar de amor ou de amizade, por alguma razão raramente choramos quando um momento acaba, porque sabemos que esse momento até poderá eventualmente repetir-se, com mais ou menos qualidade, mas a verdade é que quando perdemos alguém importante por nós, a tristeza absorve-nos, porque sabemos que com o desaparecimento dessa pessoa, já não há volta a dar, tudo o que foi de bom com ela e tudo o que poderia ser no futuro bom com ela, não passam de memórias e no segundo caso de sonhos, e apesar de recordar ser viver e o sonho comandar a vida, aquilo que nos causa maior satisfação, não são as coisas que nos lembramos ou aquilo que desejamos que aconteça, mas sim aquilo que efectivamente acontece.
Tenho medo de ficar agarrado ao passado, recuso-me a ser um prisioneiro de memórias, por muito boas que elas tenham sido, geralmente quando encontramos e temos algo muito bom, habituamo-nos a isso e depois temos muitas dificuldades em satisfazer-mo-nos com pouco e tenho medo, tenho medo de durante a minha vida não encontrar nada melhor para mim do que encontrei no passado, é verdade que nada é igual e cada coisa tem as suas características, mas também é verdade que diferentes coisas, diferentes intensidades mas muitas vezes estamos tão focados e cegos em relação ao que bom foi, que simplesmente ainda que inconscientemente, acabemos por desprezar algo novo e isso nota-se principalmente quando se trata de ter algo novo, pois esquecemo-nos que para algo se tornar fantástico, tem de ter começado por algum lado, as coisas, os sentimentos, não aparecem miraculosamente, nunca vamos conhecer alguém num dia e no dia a seguir sentir uma enorme empatia com ela. O amor, por exemplo, para se criar amor, é preciso haver primeiro paixão, e antes da paixão, amizade e antes da amizade, tomar um pequeno conhecimento em relação a alguém, o ser humano também aprende um pouco a gostar, por vezes determinadas características, no abstracto não nos parecem interessantes, mas no momento em que começamos a viver e lidar com elas, podemos criar uma empatia que nos faz sentir ligados a essas, por mais opostas às nossas características que elas possam ser.
Sinceramente, acho que tanto podemos criar empatia por algo semelhante aos nossos ideais porque nos sentimos ligados, e também podemos criar empatia por algo completamente oposto às nossas ideias pela sensação de aventura, mistério por algo desconhecido, que geralmente cria interesse, que dá pelo nome de curiosidade.
É difícil andar para a frente, quando tudo nos puxa para trás, mas a verdade é que se quisermos realmente viver e aproveitar cada dia como se fosse o último, temos de nos abstrair do passado, deixar o nosso inconsciente pensar no que se passou e nós próprios, conscientemente, pensarmos e criarmos o que está para vir.
Obviamente que é muito fácil falar, mas quando estamos presos ao passado, só há duas maneiras de sair dele, ou encontramos alguém que é capaz de se esforçar por nós e tentar fazer-nos ver que o caminho é para a frente, ou então somos suficientemente fortes para conseguir quebrar o que nos prende, pessoalmente, acho que quando nos prendemos ao passado, prendemo-nos principalmente a pessoas e não a momentos em específico, porque o que sentimos pelas pessoas, é sempre mais forte do que aquilo que sentimos pelos momentos, quando ouço dizer "não tenho saudades de tal pessoa, mas sim do que passei por ela" acho que as pessoas estão a tentar convencer-se disso, quando na verdade, esse momento só teve essa importância, pelo impacto que a pessoa com quem o partilhámos teve em nós, estejamos a falar de amor ou de amizade, por alguma razão raramente choramos quando um momento acaba, porque sabemos que esse momento até poderá eventualmente repetir-se, com mais ou menos qualidade, mas a verdade é que quando perdemos alguém importante por nós, a tristeza absorve-nos, porque sabemos que com o desaparecimento dessa pessoa, já não há volta a dar, tudo o que foi de bom com ela e tudo o que poderia ser no futuro bom com ela, não passam de memórias e no segundo caso de sonhos, e apesar de recordar ser viver e o sonho comandar a vida, aquilo que nos causa maior satisfação, não são as coisas que nos lembramos ou aquilo que desejamos que aconteça, mas sim aquilo que efectivamente acontece.
Tenho medo de ficar agarrado ao passado, recuso-me a ser um prisioneiro de memórias, por muito boas que elas tenham sido, geralmente quando encontramos e temos algo muito bom, habituamo-nos a isso e depois temos muitas dificuldades em satisfazer-mo-nos com pouco e tenho medo, tenho medo de durante a minha vida não encontrar nada melhor para mim do que encontrei no passado, é verdade que nada é igual e cada coisa tem as suas características, mas também é verdade que diferentes coisas, diferentes intensidades mas muitas vezes estamos tão focados e cegos em relação ao que bom foi, que simplesmente ainda que inconscientemente, acabemos por desprezar algo novo e isso nota-se principalmente quando se trata de ter algo novo, pois esquecemo-nos que para algo se tornar fantástico, tem de ter começado por algum lado, as coisas, os sentimentos, não aparecem miraculosamente, nunca vamos conhecer alguém num dia e no dia a seguir sentir uma enorme empatia com ela. O amor, por exemplo, para se criar amor, é preciso haver primeiro paixão, e antes da paixão, amizade e antes da amizade, tomar um pequeno conhecimento em relação a alguém, o ser humano também aprende um pouco a gostar, por vezes determinadas características, no abstracto não nos parecem interessantes, mas no momento em que começamos a viver e lidar com elas, podemos criar uma empatia que nos faz sentir ligados a essas, por mais opostas às nossas características que elas possam ser.
Sinceramente, acho que tanto podemos criar empatia por algo semelhante aos nossos ideais porque nos sentimos ligados, e também podemos criar empatia por algo completamente oposto às nossas ideias pela sensação de aventura, mistério por algo desconhecido, que geralmente cria interesse, que dá pelo nome de curiosidade.
É difícil andar para a frente, quando tudo nos puxa para trás, mas a verdade é que se quisermos realmente viver e aproveitar cada dia como se fosse o último, temos de nos abstrair do passado, deixar o nosso inconsciente pensar no que se passou e nós próprios, conscientemente, pensarmos e criarmos o que está para vir.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Destino
Alguma vez nos perguntámos porque é que o tempo passa tão rápido quando estamos a fazer algo que gostamos e quando estamos a fazer algo que não gostamos, parece que um minuto tem muito mais que sessenta segundos e que esses minutos prolongados simplesmente passam com toda a calma do mundo? Como é óbvio o tempo não muda consoante gostamos ou não de algo, um minuto terá sempre sessenta segundos, uma hora terá sempre sessenta minutos, um dia terá sempre vinte e quatro horas, o relógio que muda é o da nossa mente, se estivermos descontraídos, não damos pelo tempo passar, se estivermos ansiosos, vamos contar todos os segundos. Não terá isto muito a dizer em relação à felicidade? Bem, a meu ver e quanto mais vou crescendo, me apercebo ou pelo menos tenho vindo a crer que cada simples coisa que acontece, está dependente de outra simples coisa passada, e entramos assim num ciclo vicioso, portanto não quererá esta mudança psicológica que nos faz iludir em relação à velocidade temporal, querer dizer que devemos aproveitar todos os simples momentos que nos fazem pôr um sorriso na cara?
Talvez o tempo seja só mais uma razão escondida, um motivo escancarado à nossa frente que nós não vemos, para que passemos a vida a procurar aquilo que nos faz sentir bem em vez de continuarmos a dar tanto ênfase às coisas más da vida, eu não sou por natureza uma pessoa crente, mas realmente começo a pensar que a nossa vida está ligada a um destino, mas destino esse que não está traçado quando nascemos, a definição desse está cada vez mais clara na minha cabeça, destino é o resultado das escolhas que fazemos, escolhas essas que resultam em acontecimentos, acontecimentos esses que nos vão fazer novamente escolher e ter pela frente outros acontecimentos, e entramos outra vez num ciclo vicioso.
Pensemos num simples exemplo que será muito elucidativo sobre aquilo que eu quero dizer, quando uma pessoa estando em casa, sentada no sofá, se escolhe levantar e por mero acaso tropeça e magoa-se, ora então, isto é o destino para mim, fizemos uma escolha e essa fez resultar num acontecimento que provavelmente não teria acontecido se a escolha tivesse sido diferente, e esse acontecimento neste caso vai limitar futuras escolhas, a questão é que não sabemos se o facto de nos termos magoado nesse momento, não será um acontecimento menos grave do que o que podia ter sido, se tivéssemos optado por uma escolha diferente.
Ora então onde eu quero chegar é que o destino é na minha opinião limitado pelas nossas escolhas, mas no fundo, nunca sabemos se essas escolhas serão as mais acertadas, e penso que é isso que distingue um pouco as pessoas, há pessoas que têm uma maior perspicácia para entender quais serão as escolhas que provavelmente serão melhores para elas do que outras, mas isso também não quer dizer que um individuo que faça as coisas sem pensar, não possa acertar mais que um que é mais ponderado e pensativo. Basicamente, a nossa mente manda nas escolhas que fazemos, enquanto pessoas podemos escolher se desejamos entrar por um caminho bom ou mau, mas no fundo nunca sabemos se o nosso objectivo será ou não possível, porque por muito que façamos escolhas o destino tem acasos, há factores que são exteriores à nossa pessoa, e o mais importante factor externo, é que nós não vivemos sozinhos e tal como nós, muitas outras pessoas fazem escolhas que podem muito bem influenciar o nosso próprio destino, afinal, é mesmo isso que uma vida em sociedade é, um contacto com outros ideias, outras maneiras de pensar, a vida de uma pessoa é um pouco como um órgão do corpo humano, se formos um coração, somos muito importantes, mas se não tivermos os rins, o cérebro, o fígado, entre outros connosco, não seríamos suficientes, por muito importantes que sejamos, logo o que eu quero afirmar, é que nós somos um, mas vivemos porque estamos com mais.
A nossa vida não depende de nós, pelo menos apenas de nós, somos uma comunidade e temos de saber viver em comunidade, assim como os nossos órgãos também o têm de fazer, portanto não vale mesmo a pena tentarmos isolar-nos dos outros, porque no final de contas, precisamos deles para viver na nossa plenitude.
domingo, 1 de dezembro de 2013
7
A verdade é que a felicidade se baseia nas pequenas coisas, procuramos vê-la em grandes coisas, mas esquecemo-nos que a verdadeira não se baseia em nada do que nós vemos, felicidade é um conjunto de pequenas coisas que em seu conjunto acabam por se tornar num grande estado de satisfação, é por isso que na maior parte das pessoas, o sentimento predominante é a tristeza, e podemos constatar este facto se observarmos que a nossa tristeza está ligado ao facto do ser humano ter uma natural capacidade para entender e visualizar aquilo que lhe parece como negativo.
Se pensarmos bem, à primeira vista quando nos perguntam sobre um assunto, seja ele qual for, a nossa mente acaba por nos enganar fazendo com que os bons momentos sejam encobertos pelas más experiências. Por exemplo, quando terminamos uma relação geralmente temos tendência para pensar nas razões pelas quais essa relação terminou em vez de pensarmos nas coisas boas, nos sentimentos e atitudes que fizeram um dia com que nos apaixonássemos por aquela determinada pessoa e também aquilo que se passou de bom enquanto a história teve um desenvolvimento. Por alguma razão o nosso cérebro parece ter dois polos, assim como o mundo em que nos encontramos, mas neste caso temos um polo positivo e um polo negativo e surpreendentemente, ao contrário daquilo que seria desejável, o "campo magnético" do polo negativo parece atrair-nos com demasiada força, pelo menos comparativamente com o outro.
Se pensarmos bem, à primeira vista quando nos perguntam sobre um assunto, seja ele qual for, a nossa mente acaba por nos enganar fazendo com que os bons momentos sejam encobertos pelas más experiências. Por exemplo, quando terminamos uma relação geralmente temos tendência para pensar nas razões pelas quais essa relação terminou em vez de pensarmos nas coisas boas, nos sentimentos e atitudes que fizeram um dia com que nos apaixonássemos por aquela determinada pessoa e também aquilo que se passou de bom enquanto a história teve um desenvolvimento. Por alguma razão o nosso cérebro parece ter dois polos, assim como o mundo em que nos encontramos, mas neste caso temos um polo positivo e um polo negativo e surpreendentemente, ao contrário daquilo que seria desejável, o "campo magnético" do polo negativo parece atrair-nos com demasiada força, pelo menos comparativamente com o outro.
sábado, 23 de novembro de 2013
ambição
Ambicionar só está ao alcance de quem tem noção e agradece pelo pouco que tem, porque é através do pouco que conseguimos o muito, muito é um conjunto de poucos, como uma linha é um conjunto de pontos. Não vale a pena querer mais se não aceitarmos o pouco que temos, se não sabemos o básico, nunca teremos o complexo, assim como as formas geométricas, se não existir uma base o todo nunca se conseguirá aguentar. Ontem fui mau, hoje fiquei melhor, amanhã tornar-me-ei ainda melhor, é a ideia a reter, a perfeição não se atinge, mas o auge atinge-se e não será o auge a perfeição dentro das nossas imperfeições? Um dia todos os bons foram como nós, e ainda que algumas pessoas tenham sorte, a sorte não se tem simplesmente, a sorte também se procura, prefiro acreditar que o azar é a repreensão para a falta de procura da sorte, se queremos algo, devemos lutar por isso, haverão sempre obstáculos, o que nos diferencia é a capacidade de ultrapassar esses obstáculos, a força interior que simplesmente não nasce connosco, cria-se à medida que crescemos, o nosso psicológico é afectado pelos psicológicos que nos rodeiam, como se o nosso cérebro fosse um iman de energias, que ditam a nossa positividade.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
vida
Ao longo da vida, à medida que crescemos, vamos percebendo que a cada dia que passa, é menos um dia para viver, menos um dia que teremos para estar com as pessoas que realmente amamos, e será que esse simples facto não deveria ser mais que suficiente para em vez de nos preocuparmos com coisas fúteis, começarmos a pensar em viver da maneira mais prática de forma a que possamos passar todos os segundos da melhor forma com as pessoas que amamos. No fundo esse pensamento deveria permanecer connosco em todos esses mesmos segundos, porque mesmo que não pensemos nisso constantemente, para morrer basta estar vivo, e nada nesta vida dura para sempre e as pessoas não são excepção, a verdade é que na maior parte das vezes preocupamo-nos realmente quando nos sentimos apertados, ou se vimos as coisas a fugir de nós, e não damos valor ao que temos, a quem está ao nosso lado, que com tão pouco nos pode dar tanto pelo simples facto de existir e sim, a qualquer momento as pessoas podem desaparecer, assim, tão rápido como um simples piscar de olhos e depois de partirem, de nada vale pensar naquilo que se podia ter feito porque na verdade o passado nunca irá passar de simples memórias que a maior parte de nós revê milhões de vezes na esperança dos repetir, mas sabendo que isso nunca vai acontecer.
Quem passa por experiências de acontecimentos que poderiam muito bem tirar a vida a pessoas de quem nós gostamos, sabe bem o que é chorar pelo quase, pelo facto de quase termos perdido alguém que amamos, tem portanto a noção do que é a dor e o medo de quase perder alguém e com isto pode imaginar bem o sofrimento que será quando o momento em que alguém dessas pessoas irá acontecer. Amar alguém não é algo fácil, os sentimentos têm coisas boas e más, mas precisamente por ser algo difícil é que nós deveríamos guardá-los de uma forma mais determinada, quantos de nós é que não perderam alguém porque achavam que simplesmente as coisas não poderiam sair do nosso controlo? Quem nunca partiu do princípio que tinha algo que amava adquirido, e há conta disso fez com que lentamente a pessoa se afastasse? Na verdade o mais fácil é sobreviver, mas deveríamos era querer viver, viver juntos daqueles que amamos, das pessoas que nos amam e que nos mais pequenos pormenores demonstram toda a importância que têm na nossa vida. Mas não, vivemos como se o dia de amanhã estivesse certo, mas a verdade é que o dia de amanhã não está certo, não sabemos se teremos mais algum e portanto deveríamos querer aproveitá-lo ao máximo, óbvio que nós nunca queremos acreditar que o amanhã vai ser o último, fazemos planos para um futuro que realmente não sabemos se vai existir, na verdade o melhor seria aproveitar cada dia para tentar darmos o melhor de nós para que pelo menos, mesmo que depois de não estarmos cá e na eventualidade de não irmos para o céu como nos fazem querer e ficar cá a "olhar por alguém", as pessoas que faziam parte da nossa vida por gosto possam dizer que têm real orgulho na pessoa que fomos, no que partilharam connosco e que se orgulham em poder viver com uma memória de alguém que mudou a vida delas.
A morte é uma realidade, um acontecimento como qualquer outro no sentido de haver possibilidade, obviamente que é um acontecimento cuja gravidade não tem remédio, é um acontecimento impossível de ser impossibilitado, passo a redundância, acho que é importante sermos capazes de falar da morte como uma possibilidade, porque o é, e de nada vale tentarmos fugir do inevitável, não é por querermos fugir de algo, que isso não nos poderá apanhar, nem que seja desprevenidos sem darmos por isso, aliás, quando acontece, raramente estamos à espera, em casos muito raros isso acontece. Viver devia ser uma benção, amar deveria ser um privilégio preservado.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Sentir
Um dia está normal, até que de repente vês duas pessoas que olham uma para a outra de uma maneira fascinante, ou simplesmente se tratam com um carinho imenso e isso faz-te começar a pensar em tudo o que já tiveste semelhante e o facto de ter acabado quando no fundo querias que ainda tivesse continuado, óbvio que nem todas as relações foram feitas para durar, aliás poucas duram porque no fundo com tantas pessoas no mundo, encontrar aquela que vai formar um par contigo é difícil, e o que interessa é o que sentem uma pela outra, a história de "somos opostos" ou "somos demasiado iguais" são simples razões disparatadas para não conseguir manter uma relação, quando se começa uma relação, é necessário que haja sentimento, e se esse sentimento se criou não foi porque os dois eram demasiado iguais ou demasiado diferentes, começou porque algo fazia sentir que as coisas podiam ser verdadeiras, que o sentimento entre os dois existiria, acho que começar uma relação do nada é um ato não de loucura mas de pura estupidez, em pouco tempo não podemos realmente conhecer uma pessoa suficientemente para dizer se o que sentimos por ela é algo verdadeiro e duradouro, ou apenas uma miragem passageira criada pelo nosso coração sedento de carinho, acertar nas pessoas certas nestes casos, é pura sorte, é um tiro no escuro que tem mais probabilidades de falhar, mas que nada nos diz que não pode acertar, a questão é que o que nos faz arriscar não é só a falta de se sentir amado, é também a adrenalina de partir para o desconhecido, para uma aventura, onde nos esquecemos que podemos magoar e ser magoados.
Quantos de nós não desejávamos ter coragem para arriscar e falar com aquela pessoa que nos parece tão interessante que só nos dá vontade de a conhecer, mas que ao mesmo tempo dá-nos vontade de fugir com medo que ela faça troça da nossa vontade simplesmente pelo facto de a acharmos demasiado interessante para pessoas como nós? Não sou apologista de falar por todos, mas acho que neste caso o posso fazer, toda a gente já teve medo de pôr conversa com alguém, medo que um dia mais tarde ser criticado pelo facto de ter tentado em vão, porque a pessoas simplesmente era demasiado para ela. Bem, não deveríamos ter medo de arriscar, mas o medo é mesmo isso, o medo é o obstáculo que nos impede de ir mais além, e no que toca ao amor, o medo é causado pela falta de confiança, por não acreditarmos que somos suficientes para aquela pessoa em que nós vemos algo que não temos e também coisas que desejaríamos potencialmente ter junto a nós.
Ora bem, o mais certo era dizer a todos que ninguém é melhor que ninguém, que quem não arrisca não petisca, mas todos sabemos que no que toca a sentimentos, as palavras não têm grande significado, porque para sentir não é preciso falar, mas para falar devíamos sentir primeiro, iremos sempre achar que aquela pessoa será sempre demasiado para nós, mas a verdade é que muitas vezes quando acabamos por conhecer algumas dessas pessoas, apenas nos apercebemos que aquilo que víamos, no fundo não existia e que se calhar essas são inclusive piores que nós, sejamos sinceros, no mundo vai sempre haver pessoas melhores e pessoas piores, mas a questão é que o facto de alguém ser mais bonito não significa que tenha mais capacidade para nos fazer mais felizes, e na decisão de escolher alguém para fazer parceria connosco quem manda é o coração, o coração é como cimento, se estiver fresco é fácil moldá-lo e simplesmente pôr nele aquilo que bem entendermos, mas uma vez que ele seca, fica rijo, duro como diamante e aí, aí já é muito difícil tirar dele aquilo que queremos, é preciso parti-lo e uma vez partido, tal como um vidro, por muito que o remendemos, vão sempre ficar pequenos defeitos, pequenas discrepâncias ou diferenças, essas vão-nos afetar o discernimento e a maneira de olhar para o amor da próxima vez que tivermos de o fazer.
Verdade seja dita, quanto mais magoado um coração está, mais difícil é fazê-lo convencer de que algo vale a pena, talvez isso seja bom, porque nos ensina a sermos mais selectivos, a não querermos gravar nele algo que no fim poderá não corresponder às expectativas iniciais, a mágoa é um processo de aprendizagem no que toca ao amor. Os sentimentos não são brinquedos, não são coisas que podemos usar e deitar fora ou pôr de lado sempre que quisermos, para sentir tem de haver responsabilidade e respeito, por nós e pelo outro, porque quando duas pessoas se amam, não existe um interesse, existem dois interesses que possivelmente poderão convergir no mesmo objectivo.
Agimos como se o sentimento fosse um brinquedo e nós os jogadores, mas com a vida aprendemos que nós somos brinquedos, e os sentimentos fazem-nos jogar.
Quantos de nós não desejávamos ter coragem para arriscar e falar com aquela pessoa que nos parece tão interessante que só nos dá vontade de a conhecer, mas que ao mesmo tempo dá-nos vontade de fugir com medo que ela faça troça da nossa vontade simplesmente pelo facto de a acharmos demasiado interessante para pessoas como nós? Não sou apologista de falar por todos, mas acho que neste caso o posso fazer, toda a gente já teve medo de pôr conversa com alguém, medo que um dia mais tarde ser criticado pelo facto de ter tentado em vão, porque a pessoas simplesmente era demasiado para ela. Bem, não deveríamos ter medo de arriscar, mas o medo é mesmo isso, o medo é o obstáculo que nos impede de ir mais além, e no que toca ao amor, o medo é causado pela falta de confiança, por não acreditarmos que somos suficientes para aquela pessoa em que nós vemos algo que não temos e também coisas que desejaríamos potencialmente ter junto a nós.
Ora bem, o mais certo era dizer a todos que ninguém é melhor que ninguém, que quem não arrisca não petisca, mas todos sabemos que no que toca a sentimentos, as palavras não têm grande significado, porque para sentir não é preciso falar, mas para falar devíamos sentir primeiro, iremos sempre achar que aquela pessoa será sempre demasiado para nós, mas a verdade é que muitas vezes quando acabamos por conhecer algumas dessas pessoas, apenas nos apercebemos que aquilo que víamos, no fundo não existia e que se calhar essas são inclusive piores que nós, sejamos sinceros, no mundo vai sempre haver pessoas melhores e pessoas piores, mas a questão é que o facto de alguém ser mais bonito não significa que tenha mais capacidade para nos fazer mais felizes, e na decisão de escolher alguém para fazer parceria connosco quem manda é o coração, o coração é como cimento, se estiver fresco é fácil moldá-lo e simplesmente pôr nele aquilo que bem entendermos, mas uma vez que ele seca, fica rijo, duro como diamante e aí, aí já é muito difícil tirar dele aquilo que queremos, é preciso parti-lo e uma vez partido, tal como um vidro, por muito que o remendemos, vão sempre ficar pequenos defeitos, pequenas discrepâncias ou diferenças, essas vão-nos afetar o discernimento e a maneira de olhar para o amor da próxima vez que tivermos de o fazer.
Verdade seja dita, quanto mais magoado um coração está, mais difícil é fazê-lo convencer de que algo vale a pena, talvez isso seja bom, porque nos ensina a sermos mais selectivos, a não querermos gravar nele algo que no fim poderá não corresponder às expectativas iniciais, a mágoa é um processo de aprendizagem no que toca ao amor. Os sentimentos não são brinquedos, não são coisas que podemos usar e deitar fora ou pôr de lado sempre que quisermos, para sentir tem de haver responsabilidade e respeito, por nós e pelo outro, porque quando duas pessoas se amam, não existe um interesse, existem dois interesses que possivelmente poderão convergir no mesmo objectivo.
Agimos como se o sentimento fosse um brinquedo e nós os jogadores, mas com a vida aprendemos que nós somos brinquedos, e os sentimentos fazem-nos jogar.
domingo, 27 de outubro de 2013
Tempo
Tenho toda a sensação que as coisas que passei de boas no passado não se vão repetir, é uma sensação triste, porque torna memórias bonitas no sentimento horrível, mas a verdade é que o medo que as coisas não se repitam é um medo sem sentido, obviamente que as coisas que se passaram um dia não se vão passar outra vez de forma igual, porque os intervenientes vão ser diferentes, os locais, os sentimentos, o chão que pisamos vai ser diferente, ainda que nos esforcemos por imitar tudo o que foi feito, é algo que não será possível porque há factores externos que nos vão impedir de repetir? Mas porquê querer repetir se, sabendo o bom que foi, podemos com a experiência causar ainda melhores momentos?
Em vez de querermos voltar ao passado devíamos querer causar coisas novas, ainda melhores, obviamente que essas poderão sempre ser comparadas com o passado, mas também sabemos que com o passar do tempo e com a sensação de saudade misturada aquilo porque passámos parece-nos sempre mais intenso do que no próprio momento, ou seja, aquilo que possamos fazer e experienciar agora, irá ter sempre um sentimento muito mais intenso no futuro porque sempre que nós sentimos a falta de algo, parece que as coisas foram ainda mais do que realmente foram naquele momento em que ocorreram.
Porque não então aproveitar todas as memórias e conhecimentos para criar outras experiências ainda melhores, experiências que sabemos que por muito que um dia nos possamos arrepender, naquele momento vão ser vividas de uma forma intensa, sabendo que no futuro, enquanto memória vão saber ainda melhor, ou pelo menos sentidas de outra forma.
O tempo é como lume para uma fogueira, se dermos um sentimento ao tempo, ele vai com a ajuda da saudade criar chamas enormes, chamas despoletadas por duas acendalhas naturais e que são na verdade incontroláveis, a saudade existe por causa do tempo, mas ao mesmo tempo é algo que complementa o tempo, para que nós acabemos por ter a noção do mesmo, quando as coisas nos marcam, é difícil que não saibamos quando realmente aconteceram, enquanto se forem coisas que simplesmente aconteceram, não vão passar de meras brasas ou mesmo cinzas que são tão perecíveis ao vento criado pelo passar do tempo.
Sentimos saudades daquilo que nos marcou, positiva ou negativamente, e cabe-nos a nós usar as nossas memórias positivas para criar momentos ainda mais positivos e as negativas para arranjarmos muros e barreiras que nos façam impedir de voltar a cometer os mesmos erros, errar é humano, errar é necessário, porque se nunca vamos fazer tudo bem, se soubermos que fazemos algo mal para nós ou para os outros uma vez, pode ser que sejamos capazes da próxima vez de não cometer o mesmo erro. "Quem nunca errou que atire a primeira pedra" sempre ouvi dizer, o curioso é que ainda que muitos não admitam, pessoalmente sabem que já o fizeram e mesmo que sejam do mais arrogante e egocêntrico que existe, todos têm uma consciência, consciência essa que os impedirá que criar um monte de pedras, a questão que diferencia as pessoas é a velocidade que a sua consciência tem de compreender que cometeu um erro, porque mais tarde ou mais cedo, essa vai sempre servir para abrir os olhos de quem não quer ver.
O que diferencia psicopatas ou sociopatas das outras pessoas ditas normais, é a sua consciência, que é quase inexistente, ou que pelo menos é totalmente rejeitada pelo cérebro, devido a factores externos. A verdade é que a meu ver, as pessoas são mesmo todas iguais e todas diferentes, e essa diferença reside na competência, todos à partida têm capacidade de fazer algo, mas o que nos difere uns dos outros é a vontade, a luta, o trabalho, a perseverança, a determinação em atingir os objectivos, logo a partir do dito momento em que nos lembramos de ser gente, a partir do momento em que temos uma consciência.
Assim, a única coisa que nunca iremos conseguir controlar totalmente é o tempo, esse manda em tudo o resto porque se o nosso cérebro é o que nos define, o tempo é o que define o cérebro, tempo é maturidade, é desenvolvimento, ou seja, a vida é tempo, nascemos quando este começa a contar, morremos quando ele acaba.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
5
Num momento tudo está bem, parece que as coisas estão todas a teu favor, todos remam juntamente contigo contra a corrente, tornando-a um obstáculo menos intransponível, sentes-te bem psicologicamente e isso transpõe um bem estar físico, tens energia para tudo, vontade capaz de mover o mundo, como se respirar fosse um alívio e te sentisses mais leve que o ar, as pessoas vão-se aproximar porque o bem estar e felicidade que irradias simplesmente é impossível de resistir, o teu sorriso é contagiante e a energia à tua volta vai ser positiva, estás no céu e as nuvens são a tua cama, de repente cais como a chuva, desamparado, parece que o único caminho é para baixo, o mau estar é tal e qual a gravidade, puxa-te e tu simplesmente estás em queda livre, nada para agarrar, nenhuma maneira de te salvares, a respiração pesa, parece que perdes a capacidade e tudo se torna negro, sentes-te num quarto escuro encostado a um canto, esperando que venha alguém com a luz que te ilumine, até que a uma certa altura te apercebes que a luz mais forte está em ti, apenas não deixas que ela se liberte, é preciso algo que dê um toque magico no interruptor e te faça aperceber que a energia não faltou, apenas não te deste ao trabalho de a recuperar. A linha entre a luz e a escuridão está a um simples tocar no ponto certo, se quiseres o escuro vais procurar e notar tudo o que é negro, quando queres luz então qualquer raio vai chegar para te puxar e fazer iluminar tudo. A vontade dita a existência ou ausência de luz, vais perceber que não há um meio termo e que só tens duas escolhas, ou lutas para te manteres firme, ou a gravidade continuará a puxar-te.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
4
Todos temos uma opinião acerca de nós próprios, quer seja física ou psicologicamente e a minha experiência diz-me que quando estamos felizes, tendemos em reparar em nós, as melhores coisas que temos, mas quando chega a hora da tristeza, a nossa tendência é de visualizar os nossos defeitos só que com o pormenor de o vermos de uma maneira um milhão de vezes pior, e a minha sincera opinião é que simplesmente tentamos baixar as nossas expectativas para que no fim nos apercebermos que no fundo as coisas não são assim tão más, mas a questão é que o fim geralmente é tarde demais e coincide com os nossos piores momentos, e aí poderá já ser tarde demais para que consigamos olhar para nós mesmos de uma maneira diferente.
Da mesma maneira que sermos demasiado exigentes com nós próprios pode ser negativo, deixar-mos andar demasiado as coisas também o é, e assim como muitas outras coisas na vida, o maior problema é chegarmos a um meio termo.
A verdade é que nós vemos os nossos defeitos de uma maneira exagerada porque lidamos com eles todos os dias, e é essa rotina que faz com que fiquemos enfadados ou mesmo revoltados por os ter, mas a verdade é que se pensarmos, toda a gente tem defeitos e tanto na amizade como no amor, há defeitos, mas simplesmente no início estamos demasiado ocupados com o bom que vemos nas pessoas que nem sequer reparamos que existe também nem que seja só um pouco de mau, é por isso que acho que os reais sentimentos que nutrimos pelas pessoas só são perceptíveis e avaliáveis ao fim de um determinado tempo, tempo esse que seja suficiente para lidarmos com os defeitos dos outros e pensarmos ou mesmo repararmos até onde é que somos capazes de lidar com as adversidades que nos são impostas pelas coisas menos boas que encontramos nas pessoas.
O tempo é o melhor avaliador do quanto gostamos das pessoas, é com o tempo que nós sabemos se fizemos a escolha certa, ou se pelo menos a escolha que o nosso coração nos obrigou a tomar estará correcta, porque ainda que seja possível enganar os nossos olhos e cérebro durante um curto espaço de tempo, manter um disfarce cairá e também nós cairemos, mas em nós, de maneira a que nos possamos aperceber da realidade. Uma das coisas mais irónicas no ser humano é a capacidade que temos de nos auto criticar e ficamos tristes por nos apercebermos dos nossos problemas e mesmo assim sermos capazes de gozar com os defeitos dos outros, sabendo que muitas vezes aquilo que os outros sentem quando os criticam é mil vezes pior do que aquilo que sentimos quando o fazemos a nós próprios.
Eu tenho uma certeza, é que todos nós temos um defeito pelo menos, e friso o pelo menos, que aos nossos olhos parecem muito mais graves do que o que o são realmente e também do que os outros se apercebem e não nos podemos esquecer que por vezes o nosso melhor ou a nossa qualidade não reside verdadeiramente na quantidade de virtudes que temos mas sim na ausência de defeitos, porque é essa ausência que nos permite criar coisas boas, porque ao não existirem coisas negativas, não se podem criar coisas negativas, como a matemática também na nossa vida o positivo com positivo dá positivo, o positivo com negativo dá negativo, a única diferença é que quando juntamos duas coisas negativas, o resultado não é bom, pois senão, muita coisa neste mundo seria positiva, tendo em conta que a negatividade tem uma atividade mais presente, ou pelo menos damos-lhe mais importância.
Da mesma maneira que sermos demasiado exigentes com nós próprios pode ser negativo, deixar-mos andar demasiado as coisas também o é, e assim como muitas outras coisas na vida, o maior problema é chegarmos a um meio termo.
A verdade é que nós vemos os nossos defeitos de uma maneira exagerada porque lidamos com eles todos os dias, e é essa rotina que faz com que fiquemos enfadados ou mesmo revoltados por os ter, mas a verdade é que se pensarmos, toda a gente tem defeitos e tanto na amizade como no amor, há defeitos, mas simplesmente no início estamos demasiado ocupados com o bom que vemos nas pessoas que nem sequer reparamos que existe também nem que seja só um pouco de mau, é por isso que acho que os reais sentimentos que nutrimos pelas pessoas só são perceptíveis e avaliáveis ao fim de um determinado tempo, tempo esse que seja suficiente para lidarmos com os defeitos dos outros e pensarmos ou mesmo repararmos até onde é que somos capazes de lidar com as adversidades que nos são impostas pelas coisas menos boas que encontramos nas pessoas.
O tempo é o melhor avaliador do quanto gostamos das pessoas, é com o tempo que nós sabemos se fizemos a escolha certa, ou se pelo menos a escolha que o nosso coração nos obrigou a tomar estará correcta, porque ainda que seja possível enganar os nossos olhos e cérebro durante um curto espaço de tempo, manter um disfarce cairá e também nós cairemos, mas em nós, de maneira a que nos possamos aperceber da realidade. Uma das coisas mais irónicas no ser humano é a capacidade que temos de nos auto criticar e ficamos tristes por nos apercebermos dos nossos problemas e mesmo assim sermos capazes de gozar com os defeitos dos outros, sabendo que muitas vezes aquilo que os outros sentem quando os criticam é mil vezes pior do que aquilo que sentimos quando o fazemos a nós próprios.
Eu tenho uma certeza, é que todos nós temos um defeito pelo menos, e friso o pelo menos, que aos nossos olhos parecem muito mais graves do que o que o são realmente e também do que os outros se apercebem e não nos podemos esquecer que por vezes o nosso melhor ou a nossa qualidade não reside verdadeiramente na quantidade de virtudes que temos mas sim na ausência de defeitos, porque é essa ausência que nos permite criar coisas boas, porque ao não existirem coisas negativas, não se podem criar coisas negativas, como a matemática também na nossa vida o positivo com positivo dá positivo, o positivo com negativo dá negativo, a única diferença é que quando juntamos duas coisas negativas, o resultado não é bom, pois senão, muita coisa neste mundo seria positiva, tendo em conta que a negatividade tem uma atividade mais presente, ou pelo menos damos-lhe mais importância.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
3
Se estivesse a morrer, sei qual seria a primeira pessoa a quem me dirigia e exactamente o que lhe iria confessar, mas enquanto não tenho a noção da minha morte, sei que é a última coisa que farei e também que provavelmente se um dia ganhasse coragem, seria tarde demais.
Não gosto de demonstrar as minhas fragilidades porque assim como ocorre com os animais, o momento em que demonstramos as nossas fraquezas, é também o momento em que os predadores se preparam para nos atacar.
Todos temos fragilidades e por vezes é na tentativa de os esconder que acabamos por impedir que pessoas que nos poderiam ajudar a ultrapassar essas mesmas não o façam, tentamos mostrar o melhor que há em nós, quando nem sempre aquilo que achamos ser o melhor, realmente o é, as pessoas gostam umas das outras não pela imensidão de virtudes que a outra tem, mas sim pela ausência de defeitos e muitas vezes aquilo que consideramos por defeitos são realmente as nossas virtudes.
Acho que muitas pessoas se escondem por trás de uma máscara indestrutível que apenas anuncia a perecibilidade do seu rosto, as defesas formam-se para proteger as falhas e é por isso que muitos de nós tentamos criar uma barreira protectora que nos proteja da adversidade.
As desilusões surgem no momento em que mostramos as nossas fragilidades a alguém e sentimos que essa não sou respeitá-las, porque mostrar quem somos pode ser muito complicado e com menos ou mais dificuldade, todos nós acabamos por demonstrar aquilo que temos de mais frágil. Quem cria um grande barreira entre si e os outros, geralmente é quem mais necessita que essa barreira seja quebrada, porque precisa de se sentir suficientemente segura, simplesmente não deixa que qualquer pessoa seja o seu porto de abrigo.
Quase nada é impossível desde que se queira essa coisa com toda a nossa força e mesmo que a nossa força não seja suficiente, permitirmos que alguém da nossa vida nos empreste alguma da sua para cumprirmos os nossos objectivos, porque no fundo é nisso que uma relação amorosa ou de amizade se baseia, encontrar na união a força que nos permite subir um degrau na vida.
domingo, 15 de setembro de 2013
2
É na ânsia de se ganhar que a derrota aparece, porque tudo tem o seu tempo, e apressar para fazer em cinco minutos o que é para ser feito numa hora causa imperfeições, defeitos impossíveis de consertar uma vez já feitos, e é assim na vida, sempre que apressamos acontecimentos, as coisas geralmente nos correm mal, tenhamos o amor como exemplo, todos procuramos a pessoa certa, a pessoa por quem nos vamos apaixonar seriamente, aquela que vai tornar o nosso mundo melhor e o resultado dessa procura exaustiva, são as inúmeras tentativas falhadas, só no momento em que paramos e olhamos à nossa volta é que temos a noção da realidade, o amor não pode ser uma coisa tratada como se de uma coincidência fosse, trabalha-se para amar, cria-se laços de afecto, conhece-se a pessoa melhor do que a palma da nossa mão e isso, isso demora a construir, é por isso que as coisas agora não resultam, as pessoas não sabem esperar, querem prazer físico, perdem-se valores e os significados das coisas, e sinceramente não há nada que me entristeça mais do que saber que estamos todos a perder aquilo que nos identifica, a nossa humanidade, quem fala de amor, fala de trabalho, saúde ou de qualquer outra necessidade essencial.
Queremos tudo feito e não fazer nada, e quando conseguimos os nossos objectivos, bem, perdemos o prazer que dá em lutar para se conseguir algo e demasiadas facilidades como as que nos são dadas hoje, fazem com que nos acomodemos. É quando passamos pelo pior que damos realmente valor ao melhor.
Ter o amor de alguém é das coisas mais duras e ao mesmo tempo mais recompensadoras se o objectivo for atingido, mas aqui entra outra vez a questão da pressa, se as coisas não tiverem efeitos imediatos, fugimos, abandonamos a luta que podia trazer-nos uma grande felicidade e partimos para um ciclo vicioso em que a luta se irá repetir vezes sem conta, e onde acabaremos sempre por desistir a meio.
As facilidades retiram valor às coisas, sentir é algo que poucos conseguem, enquanto insistirmos em pensar com os olhos e não com o nosso coração, este mundo vai continuar a desenvolver a sua vertente egoísta e vai chegar a um dia em que a falta de sentimento vai ser tanta que o egoísmo vai aumentar a um nível extremo, poderá parecer uma ideia extremista mas rapidamente podemos estabelecer um paradoxo com o mar e as rochas, num curto de espaço de tempo, o dano parece pouco, mas com a repetição infindável a água acaba por desgastar a rocha, destruindo-a e expondo um problema que à partida não existiria.
Devemos parar para pensar, mas pensar com as nossas capacidade humanas que tanta bondade carregam, de maneira a que possamos cultivar relações e um mundo próspero, onde viver não seja um martírio.
Não é possível amar todas as pessoas que nos aparecem na vida, mas amar uma só, depende de nós e do quanto queremos ser e fazer alguém feliz.
Queremos tudo feito e não fazer nada, e quando conseguimos os nossos objectivos, bem, perdemos o prazer que dá em lutar para se conseguir algo e demasiadas facilidades como as que nos são dadas hoje, fazem com que nos acomodemos. É quando passamos pelo pior que damos realmente valor ao melhor.
Ter o amor de alguém é das coisas mais duras e ao mesmo tempo mais recompensadoras se o objectivo for atingido, mas aqui entra outra vez a questão da pressa, se as coisas não tiverem efeitos imediatos, fugimos, abandonamos a luta que podia trazer-nos uma grande felicidade e partimos para um ciclo vicioso em que a luta se irá repetir vezes sem conta, e onde acabaremos sempre por desistir a meio.
As facilidades retiram valor às coisas, sentir é algo que poucos conseguem, enquanto insistirmos em pensar com os olhos e não com o nosso coração, este mundo vai continuar a desenvolver a sua vertente egoísta e vai chegar a um dia em que a falta de sentimento vai ser tanta que o egoísmo vai aumentar a um nível extremo, poderá parecer uma ideia extremista mas rapidamente podemos estabelecer um paradoxo com o mar e as rochas, num curto de espaço de tempo, o dano parece pouco, mas com a repetição infindável a água acaba por desgastar a rocha, destruindo-a e expondo um problema que à partida não existiria.
Devemos parar para pensar, mas pensar com as nossas capacidade humanas que tanta bondade carregam, de maneira a que possamos cultivar relações e um mundo próspero, onde viver não seja um martírio.
Não é possível amar todas as pessoas que nos aparecem na vida, mas amar uma só, depende de nós e do quanto queremos ser e fazer alguém feliz.
1
Passamos a vida à procura do tipo de beleza errada, damos demasiada importância ao que os nossos olhos vêem, em detrimento daquilo que o nosso coração sente, e isso está completamente contra a lógica pois todo o ser humano sente, com mais ou menos intensidade sente, e sabe que aquilo que nos atinge o coração é mil vezes mais importante do que o que agrada aos nossos olhos, ou pelo menos assim deveria ser.
É muito mais difícil alguém chegar ao nosso coração, e é precisamente essa raridade que torna o sentimento algo tão importante e acho que isso é um simples raciocínio lógico, quando as pessoas nos roubam um pequeno espaço no coração, aquilo que nos transmite é que toda a sua beleza física aumenta drasticamente e todos os defeitos que a pessoa tinha, como que começam a ser omitidos pelo nosso cérebro.
Digo que procuramos o tipo de beleza errada por uma simples razão, actualmente, com todos os desenvolvimentos científicos que existem, os defeitos físicos podem ser corrigidos com mais ou menos dificuldade, mas a verdade é que podem, enquanto ainda ninguém inventou uma maneira de se mudar a personalidade de uma pessoa, o que faz com que se torne extremamente difícil mudar os defeitos psicológicos de alguém, ou como tanto gostamos de dizer, a sua beleza interior.
É verdade que o exterior atrai e o interior conquista, e pensando bem, será que não seríamos muito mais felizes se não olhássemos a caras para ver corações? Não é regra geral, mas aquilo que notamos na maior parte das vezes é que as melhores pessoas do mundo, não são o estereotipo de beleza extraordinário e por vezes penso se não é essa humildade própria de alguém que não é belo por fora, que lhe traz a verdadeira beleza que pode existir num ser humano, ou seja, o que notamos é que quem é atraente não trava tantas batalhas para desenvolver a sua beleza interior.
A beleza interior/exterior é um contraste entre cabeça/coração, onde deixamos a nossa cabeça ganhar, com medo de magoar o coração. Não quero, nem iria ser hipócrita ao ponto de dizer que não sonho em ter uma rapariga, aquela rapariga que me vai aquecer o corpo e a alma, que me vai fazer amá-la pela beleza que vejo e por aquela que ela me vai deixar sentir, no entanto gostava sinceramente de ser uma melhor pessoa no sentido de me conseguir abstrair da imagem dada pelos meus olhos e dar relevância à imagem dada pelo coração, no fundo todos nos queixamos da dificuldade em encontrar a pessoa certa, esquecendo que a probabilidade de já a termos deixado escapar porque perdemos demasiado tempo a ver com os olhos existe e é grande.
Gostava de ter mais força interior para conseguir dar ainda mais valor às pessoas que próximas de mim, me mostram a sua verdadeira beleza, que me aquecem o coração quando falo num vazio que eu próprio me privo de rechear de vida. É por isto também que não devemos ser tão radicalistas quanto à aproximação de alguém que corresponda à nossa orientação sexual, porque acreditando na bondade que existe no mundo, nem todas as pessoas procuram engates, mas sim algo ou alguém que as ame e amar é a sorte que nos esforçamos por ter.
É muito mais difícil alguém chegar ao nosso coração, e é precisamente essa raridade que torna o sentimento algo tão importante e acho que isso é um simples raciocínio lógico, quando as pessoas nos roubam um pequeno espaço no coração, aquilo que nos transmite é que toda a sua beleza física aumenta drasticamente e todos os defeitos que a pessoa tinha, como que começam a ser omitidos pelo nosso cérebro.
Digo que procuramos o tipo de beleza errada por uma simples razão, actualmente, com todos os desenvolvimentos científicos que existem, os defeitos físicos podem ser corrigidos com mais ou menos dificuldade, mas a verdade é que podem, enquanto ainda ninguém inventou uma maneira de se mudar a personalidade de uma pessoa, o que faz com que se torne extremamente difícil mudar os defeitos psicológicos de alguém, ou como tanto gostamos de dizer, a sua beleza interior.
É verdade que o exterior atrai e o interior conquista, e pensando bem, será que não seríamos muito mais felizes se não olhássemos a caras para ver corações? Não é regra geral, mas aquilo que notamos na maior parte das vezes é que as melhores pessoas do mundo, não são o estereotipo de beleza extraordinário e por vezes penso se não é essa humildade própria de alguém que não é belo por fora, que lhe traz a verdadeira beleza que pode existir num ser humano, ou seja, o que notamos é que quem é atraente não trava tantas batalhas para desenvolver a sua beleza interior.
A beleza interior/exterior é um contraste entre cabeça/coração, onde deixamos a nossa cabeça ganhar, com medo de magoar o coração. Não quero, nem iria ser hipócrita ao ponto de dizer que não sonho em ter uma rapariga, aquela rapariga que me vai aquecer o corpo e a alma, que me vai fazer amá-la pela beleza que vejo e por aquela que ela me vai deixar sentir, no entanto gostava sinceramente de ser uma melhor pessoa no sentido de me conseguir abstrair da imagem dada pelos meus olhos e dar relevância à imagem dada pelo coração, no fundo todos nos queixamos da dificuldade em encontrar a pessoa certa, esquecendo que a probabilidade de já a termos deixado escapar porque perdemos demasiado tempo a ver com os olhos existe e é grande.
Gostava de ter mais força interior para conseguir dar ainda mais valor às pessoas que próximas de mim, me mostram a sua verdadeira beleza, que me aquecem o coração quando falo num vazio que eu próprio me privo de rechear de vida. É por isto também que não devemos ser tão radicalistas quanto à aproximação de alguém que corresponda à nossa orientação sexual, porque acreditando na bondade que existe no mundo, nem todas as pessoas procuram engates, mas sim algo ou alguém que as ame e amar é a sorte que nos esforçamos por ter.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Coração
Tu só precisas daquela pessoa com quem vais estar um dia inteiro, e que vão estar envergonhados durante todo esse tempo mas conscientes que se amam pela troca de olhares entre vocês, vais fazer e sofrer birras da outra pessoa nesse mesmo dia, apenas pelo nervosismo de lhe quereres agarrar e poder sentir que ela é tua, vão passar o dia a falar sobre coisas que não interessam quando o vosso verdadeiro interesse é estarem juntos e amarem-se, vais inclusive ficar impaciente por esse momento parecer que não vai acontecer e começar a duvidar se o sentimento é mútuo ou tudo não passa de uma ilusão, vão-te passar mil e uma duvidas pela cabeça antes que chegue o momento pelo qual vais esperar todo o dia, vais ouvir o silêncio quando lentamente se aproximam e começam a sentir o calor do momento e que subitamente todas as dúvidas se vão começar a dissipar, vais-te aproximar dela e olhar-lhe nos olhos e saber que o que mais esperavas vai finalmente acontecer e vais beijá-la, vais-te sentir nas nuvens, vais sentir o teu coração a bater mais depressa e ao mesmo tempo a congelar, vais ficar todo descoordenado, vais deixar de sentir que o teu corpo sequer existe, só o calor do sentimento entre os dois vai demonstrar que o momento é deveras real e perceber que ambos não querem que o momento acabe nunca. Quando ele acaba, aí entendes que então tudo estava certo e que encontras-te ali tudo o que querias, tudo o que precisavas, vais ganhar coragem para pedir à pessoa que fique contigo para sempre, mesmo sabendo que o para sempre não existe, naquele momento tudo está certo, não há dúvidas, há duas pessoas, um sentimento e é tudo o que chega, vai finalmente chegar o momento em que vão ter de se despedir, mas antes de irem, vão voltar a puxar-se mutuamente vezes sem conta porque não se querem largar, uma última troca de olhares e é tudo o que basta para saberes que é amor...
terça-feira, 2 de julho de 2013
Vida
Com o tempo mudei, e ainda que muitos possam não o notar, sinto que mudei, não sou a mesma pessoa que era antigamente, não sei se a mudança foi para melhor ou para pior, mas a verdade é que sinto que essa mudança ocorreu mesmo.
Sabes aquela sensação que tens quando te apercebes que antigamente terias feito as coisas de maneira diferente? É precisamente isso que sinto, sinto que nos últimos dois anos mudei imenso, a minha visão das coisas mudou imenso, principalmente a maneira de ver a vida.
As coisas acontecem para nos ensinar o valor das coisas e é curioso que nós aprendemos tudo com o medo, é o medo de perder, o medo de falhar que nos faz abrir os olhos, que nos faz ver realmente as coisas como elas são, porque é o sofrimento que nos trás a alegria de ter aquele prazer imenso quando nos acontece algo de bom, é a tristeza que cria a felicidade e sem uma delas, a outra não poderia existir.
Senti uma vida a morrer-me nos braços, senti o frio do corpo quando se está prestes a morrer e aí vi toda a importância do calor de um corpo, porque quis que o calor do meu corpo aquecesse o outro, e apesar de no momento não me ter apercebido realmente do que estava a acontecer, involuntariamente abracei e segurei um corpo fraco e pensando hoje nisso, sinto-me feliz porque sinto também que talvez tenha sido um pouco o meu calor que fez com que aquele corpo frio e duro, voltasse a ser o que era, um corpo normal e caloroso, pronto para viver.
Nunca tinha estado tão perto de perder alguém, e de um momento para o outro vi-me na iminência de perder duas pessoas extremamente importantes, num curto espaço de meses, e foi como uma chapada.
Ao ínicio essa chapada fez-me cair, passei tempos e tempos a criar problemas a mim próprio, a ter atitudes irreconhecíveis, magoei muitas pessoas, mas acima de tudo magoei-me a mim próprio com todas as atitudes que tinha, porque não era minha intenção, eram coisas totalmente irreflectidas e sei que não sou, nem nunca serei assim, culpava tudo e todos por coisas que vendo agora apenas eu criava com o meu egoísmo, queria-me tão à força estar feliz que me esqueci que a felicidade de um implica a felicidade de outro, e durante muito tempo andei perdido e à procura do meu rumo, da minha pessoa.
Comecei então a ver tudo de maneira diferente, percebi que a beleza é o disfarce do mal, e que as melhores coisas da vida são aquelas que estão escondidas dentro de cada um de nós, não sou hipócrita, amo beleza, gosto de gostar de me ver ao espelho e me sentir uma pessoa bonita, gosto de ver beleza nos outros, mas simplesmente percebi que nada é melhor do que quem mexe com o nosso coração e não com os nossos olhos, porque o que é verdadeiro vem-nos do coração, e os olhos são simplesmente distrações que nos querem desviar da felicidade.
Eu vou lutar pela minha felicidade, vou tentar mudar o que tenho de mal, quero deixar de ser um ser humano egoísta como outros tantos e passar a entender que a minha felicidade pode passar pela dos outros, vou dar valor a todas aquelas pessoas que sinto que o têm, sei que nunca vou agradar a toda a gente, nem tenho essa intenção, mas vou tentar ser o melhor para quem o realmente merece, amo-me mais do que a qualquer outra pessoa, mas a verdade é que ninguém é capaz de se amar se não for amado por outros.
Se fosse hoje, sei que teria feito muitas coisas de outra maneira e talvez muita coisa pudesse ter sido diferente, mas a verdade é que não foi e não vale a pena chorar sobre leite derramado, eu levantei e vou continuar sempre a levantar-me e a manter a cabeça erguida, porque a nossa vida é como o dia-a-dia, um dia andamos para a frente, outros para trás, e outros mantemo-nos no mesmo sitio, mas a verdade é que o caminho é sempre para a frente, podemos é escolher entre chegar mais cedo, ou mais tarde.
Sabes aquela sensação que tens quando te apercebes que antigamente terias feito as coisas de maneira diferente? É precisamente isso que sinto, sinto que nos últimos dois anos mudei imenso, a minha visão das coisas mudou imenso, principalmente a maneira de ver a vida.
As coisas acontecem para nos ensinar o valor das coisas e é curioso que nós aprendemos tudo com o medo, é o medo de perder, o medo de falhar que nos faz abrir os olhos, que nos faz ver realmente as coisas como elas são, porque é o sofrimento que nos trás a alegria de ter aquele prazer imenso quando nos acontece algo de bom, é a tristeza que cria a felicidade e sem uma delas, a outra não poderia existir.
Senti uma vida a morrer-me nos braços, senti o frio do corpo quando se está prestes a morrer e aí vi toda a importância do calor de um corpo, porque quis que o calor do meu corpo aquecesse o outro, e apesar de no momento não me ter apercebido realmente do que estava a acontecer, involuntariamente abracei e segurei um corpo fraco e pensando hoje nisso, sinto-me feliz porque sinto também que talvez tenha sido um pouco o meu calor que fez com que aquele corpo frio e duro, voltasse a ser o que era, um corpo normal e caloroso, pronto para viver.
Nunca tinha estado tão perto de perder alguém, e de um momento para o outro vi-me na iminência de perder duas pessoas extremamente importantes, num curto espaço de meses, e foi como uma chapada.
Ao ínicio essa chapada fez-me cair, passei tempos e tempos a criar problemas a mim próprio, a ter atitudes irreconhecíveis, magoei muitas pessoas, mas acima de tudo magoei-me a mim próprio com todas as atitudes que tinha, porque não era minha intenção, eram coisas totalmente irreflectidas e sei que não sou, nem nunca serei assim, culpava tudo e todos por coisas que vendo agora apenas eu criava com o meu egoísmo, queria-me tão à força estar feliz que me esqueci que a felicidade de um implica a felicidade de outro, e durante muito tempo andei perdido e à procura do meu rumo, da minha pessoa.
Comecei então a ver tudo de maneira diferente, percebi que a beleza é o disfarce do mal, e que as melhores coisas da vida são aquelas que estão escondidas dentro de cada um de nós, não sou hipócrita, amo beleza, gosto de gostar de me ver ao espelho e me sentir uma pessoa bonita, gosto de ver beleza nos outros, mas simplesmente percebi que nada é melhor do que quem mexe com o nosso coração e não com os nossos olhos, porque o que é verdadeiro vem-nos do coração, e os olhos são simplesmente distrações que nos querem desviar da felicidade.
Eu vou lutar pela minha felicidade, vou tentar mudar o que tenho de mal, quero deixar de ser um ser humano egoísta como outros tantos e passar a entender que a minha felicidade pode passar pela dos outros, vou dar valor a todas aquelas pessoas que sinto que o têm, sei que nunca vou agradar a toda a gente, nem tenho essa intenção, mas vou tentar ser o melhor para quem o realmente merece, amo-me mais do que a qualquer outra pessoa, mas a verdade é que ninguém é capaz de se amar se não for amado por outros.
Se fosse hoje, sei que teria feito muitas coisas de outra maneira e talvez muita coisa pudesse ter sido diferente, mas a verdade é que não foi e não vale a pena chorar sobre leite derramado, eu levantei e vou continuar sempre a levantar-me e a manter a cabeça erguida, porque a nossa vida é como o dia-a-dia, um dia andamos para a frente, outros para trás, e outros mantemo-nos no mesmo sitio, mas a verdade é que o caminho é sempre para a frente, podemos é escolher entre chegar mais cedo, ou mais tarde.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Confissões de madrugada
Tenho dores horríveis no pé, mas não sou capaz de deixar de fazer aquilo que é das poucas coisas que me fazem realmente bem.
Apetece-me dizer tudo o que tenho para dizer, mas sei que não vai dar bom resultado.
Queria dar-te mais do que dou, sei que mereces muito mais, simplesmente eu não te o consigo dar e sinto-me imensamente mal, gostava de ter coragem para to dizer.
Tenho saudades de ser criança e ter na ideia que tudo era um mar de rosas, que tudo era resolvido facilmente.
Sinto muitas vezes que não sou suficientemente bom.
Não sou minimamente o que pareço.
Nada como abraçar a minha mãe ou a minha irmã.
Estou cansado de esperar para que fique tudo bem.
Queria ser melhor para vos retribuir tudo o que são para mim.
Odeio ver-me ao espelho.
Odeio pensar naquilo que os outros podem dizer sobre mim.
Detesto gente sem maturidade.
Queria só ter de ver as pessoas de quem gosto realmente.
Devia ser mais egoísta.
Odeio-me por ultimamente perder a forçar para lutar pelas coisas.
Gostava de me sentir melhor comigo mesmo.
Tenho inveja de quem é amado.
Estou cansado de trabalhar e não ver resultados.
Queria poder dar o mundo a algumas pessoas.
Tenho saudades tuas.
Passo a vida a enganar-me a mim próprio.
O número de pessoas em quem realmente confio não chega a 10.
A minha cabeça é um monstro.
Sou bipolar.
Tenho mau feitio.
Continuo a achar que foste burra e otária.
Odeio a ideia de suicídio, dêem valor à vida.
Sou muito paciente, mas quando chego ao limite, nem vale a pena.
FIM.
Apetece-me dizer tudo o que tenho para dizer, mas sei que não vai dar bom resultado.
Queria dar-te mais do que dou, sei que mereces muito mais, simplesmente eu não te o consigo dar e sinto-me imensamente mal, gostava de ter coragem para to dizer.
Tenho saudades de ser criança e ter na ideia que tudo era um mar de rosas, que tudo era resolvido facilmente.
Sinto muitas vezes que não sou suficientemente bom.
Não sou minimamente o que pareço.
Nada como abraçar a minha mãe ou a minha irmã.
Estou cansado de esperar para que fique tudo bem.
Queria ser melhor para vos retribuir tudo o que são para mim.
Odeio ver-me ao espelho.
Odeio pensar naquilo que os outros podem dizer sobre mim.
Detesto gente sem maturidade.
Queria só ter de ver as pessoas de quem gosto realmente.
Devia ser mais egoísta.
Odeio-me por ultimamente perder a forçar para lutar pelas coisas.
Gostava de me sentir melhor comigo mesmo.
Tenho inveja de quem é amado.
Estou cansado de trabalhar e não ver resultados.
Queria poder dar o mundo a algumas pessoas.
Tenho saudades tuas.
Passo a vida a enganar-me a mim próprio.
O número de pessoas em quem realmente confio não chega a 10.
A minha cabeça é um monstro.
Sou bipolar.
Tenho mau feitio.
Continuo a achar que foste burra e otária.
Odeio a ideia de suicídio, dêem valor à vida.
Sou muito paciente, mas quando chego ao limite, nem vale a pena.
FIM.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Irmão
A felicidade não é onde estás, mas sim com quem estás. Quantas vezes aquele momento monótono e triste, não se ilumina pelo simples facto de alguém estar contigo? Tudo se baseia em saber quem deves manter por perto, quem acima de tudo o que tem de mau, é capaz de fazer sobressair o melhor em ti, porque no fim é mesmo isso que a amizade é.
Talvez nunca o tenha dito, talvez nunca o vá dizer, pelo menos a ti, mas sei, ambos sabemos tudo aquilo que partilhamos, aquilo que somos é provavelmente algo que pouca gente tem ou alguma vez terá na vida. Provamos que não é preciso quilómetros de lamechice para a amizade ser das melhores do mundo, que não é preciso grandes declarações para entender que o que há é uma verdadeira amizade e que até as coisas más desaparecem quando ao longo do tempo nos vamos habituando aos defeitos um do outro. Descobri que almas gémeas não têm necessariamente de se amar como os casais se amam, simplesmente há pessoas que estão destinadas a ser importantes para nós, sendo apenas, sem esforço aparente, são coisas que se desenvolveram naturalmente e que alguém quis que acontecesse.
Felizmente descobri que acabar as frases de alguém não é sinónimo só de amor, que talvez há amizades que valham por todos os amores que possamos ter na vida, pensar em sintonia como se de irmãos nos tratássemos é provavelmente das coisas que mais provam a amizade que existe, rir de coisas das quais nem é preciso falar, saber que estás sempre lá independentemente de não o dizeres, e eu ter a certeza que sabes que eu estou cá sempre para ti, apesar de nunca o dizer.
São muitos anos, és das melhores pessoas da família que eu escolhi, e és como se o fosses de verdade, um irmão, que não vive na mesma casa nem é filho dos mesmos pais, que não é de sangue mas que o é de coração. És um atrasado por completo, mas és o melhor amigo atrasado que alguém pode ter. Sê feliz palhação, bem que o mereces.
Talvez nunca o tenha dito, talvez nunca o vá dizer, pelo menos a ti, mas sei, ambos sabemos tudo aquilo que partilhamos, aquilo que somos é provavelmente algo que pouca gente tem ou alguma vez terá na vida. Provamos que não é preciso quilómetros de lamechice para a amizade ser das melhores do mundo, que não é preciso grandes declarações para entender que o que há é uma verdadeira amizade e que até as coisas más desaparecem quando ao longo do tempo nos vamos habituando aos defeitos um do outro. Descobri que almas gémeas não têm necessariamente de se amar como os casais se amam, simplesmente há pessoas que estão destinadas a ser importantes para nós, sendo apenas, sem esforço aparente, são coisas que se desenvolveram naturalmente e que alguém quis que acontecesse.
Felizmente descobri que acabar as frases de alguém não é sinónimo só de amor, que talvez há amizades que valham por todos os amores que possamos ter na vida, pensar em sintonia como se de irmãos nos tratássemos é provavelmente das coisas que mais provam a amizade que existe, rir de coisas das quais nem é preciso falar, saber que estás sempre lá independentemente de não o dizeres, e eu ter a certeza que sabes que eu estou cá sempre para ti, apesar de nunca o dizer.
São muitos anos, és das melhores pessoas da família que eu escolhi, e és como se o fosses de verdade, um irmão, que não vive na mesma casa nem é filho dos mesmos pais, que não é de sangue mas que o é de coração. És um atrasado por completo, mas és o melhor amigo atrasado que alguém pode ter. Sê feliz palhação, bem que o mereces.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
"amor"
Amor, o que é o amor? Boa pergunta essa, só é pena que não haja uma resposta definida, ou que pelo menos não seja algo que se defina facilmente.
Em primeiro lugar há muitos tipos de amor, amor de família, amor de amigos, amor de namorados, amor por algo que gostamos de fazer, amor por um objecto ou um animal, mas apesar disso quando ouvimos esta palavra, pensamos sempre em alguém, geralmente alguém com quem queremos ou queríamos partilhar esse sentimento.
Amar é a melhor e a pior coisa do mundo, é o que nos faz sentir felizes e o que nos faz sentir tristes, é aquilo que nos faz o dia e que o mata também, das únicas coisas que tem o poder de construir e destruir ao mesmo tempo, de melhorar e piorar, e no fundo é isso mesmo que faz, à medida que nos apaixonamos por alguém, vamos criando expectativas em relação a essa pessoa e também em relação a tudo o que a rodeia e o pior é quando nos apercebemos que todas essas expectativas que criamos, não passavam de falsas esperanças, que o amor é cego, surdo e mudo, e que um dia tudo acaba por nos fazer desacreditar nele. O amor assim como tudo neste mundo, não é eterno, e tem sempre um fim, é pena é que já raramente esse fim chegue quando a vida das pessoas chega ao fim também, curioso que o valor do amor se venha a perder também ao ritmo que a nossa sociedade se perde, amar exige trabalho, exige esforço e dedicação de ambas as partes, não é simplesmente ver uma imagem de perfeição no outro e esperar que essa não se vá degradando com o tempo, podemos estabelecer um paralelismo entre o amor e uma obra de arte, em ambos, se não cuidarmos daquilo que temos, mais tarde ou mais cedo ela se vai degradar, à semelhança de uma estátua que sujeita ao ar livre e às ameaças que tem acaba por enferrujar e num certo ponto cair, partir-se e resultar na destruição de algo belo que acabou por se danificar devido à falta de cuidados.
A culpa disto é dos nossos antepassados recentes e mesmo dos nossos pais que com o evoluir dos tempos nos vêm estendendo uma passadeira vermelha, protegendo-nos de todas as adversidades e criando assim a ilusão que nada neste mundo nos pode magoar e que mais tarde ou mais cedo tudo se resolve, mas essa é uma ideia errada, as coisas resolvem-se não com o tempo, mas sim com dedicação e é isso que se passa com o amor, a época do "deixar andar" acabou, se queremos que algo resista a tudo e a todos, temos de lutar e não desistir aos primeiros obstáculos que nos apareçam à frente, tal como em todas as coisas mais valiosas da vida, aquilo que lhes dá valor é a sua raridade, o empenho que foi necessário para as encontrar, e por isso no amor não podemos arriscar-nos a sermos meros peões passivos que simplesmente se limitam a ver aquilo que acontece.
Se queres amar e ser amado, luta e faz com que alguém sinta que também és alguém por quem vale a pena lutar. Duas pessoas amam-se quando acima de tudo conseguem unir esforços para que as virtudes de cada um, sirvam para minimizar os defeitos de ambos, é por isso que se diz que no amor duas pessoas se tornam uma, porque aprendem a ser isso mesmo.
Poderá até ser uma visão exagerada do assunto mas por vezes a sensação que dá é que na verdade "dois antigos amantes, só conseguem ser verdadeiros amigos se, ou ainda se amam, ou nunca se amaram" e a explicação parece-me óbvia, a linha entre o amor e o ódio é ténue, porque quando se ama de verdade acredito mesmo que se ame tudo o que se odeia e também se odeie tudo o que se ama na outra pessoa.
No final acaba por surgir a questão, será que amar vale a pena? A resposta é sim, amar vale a pena, mas apenas se for amor de verdade.
Em primeiro lugar há muitos tipos de amor, amor de família, amor de amigos, amor de namorados, amor por algo que gostamos de fazer, amor por um objecto ou um animal, mas apesar disso quando ouvimos esta palavra, pensamos sempre em alguém, geralmente alguém com quem queremos ou queríamos partilhar esse sentimento.
Amar é a melhor e a pior coisa do mundo, é o que nos faz sentir felizes e o que nos faz sentir tristes, é aquilo que nos faz o dia e que o mata também, das únicas coisas que tem o poder de construir e destruir ao mesmo tempo, de melhorar e piorar, e no fundo é isso mesmo que faz, à medida que nos apaixonamos por alguém, vamos criando expectativas em relação a essa pessoa e também em relação a tudo o que a rodeia e o pior é quando nos apercebemos que todas essas expectativas que criamos, não passavam de falsas esperanças, que o amor é cego, surdo e mudo, e que um dia tudo acaba por nos fazer desacreditar nele. O amor assim como tudo neste mundo, não é eterno, e tem sempre um fim, é pena é que já raramente esse fim chegue quando a vida das pessoas chega ao fim também, curioso que o valor do amor se venha a perder também ao ritmo que a nossa sociedade se perde, amar exige trabalho, exige esforço e dedicação de ambas as partes, não é simplesmente ver uma imagem de perfeição no outro e esperar que essa não se vá degradando com o tempo, podemos estabelecer um paralelismo entre o amor e uma obra de arte, em ambos, se não cuidarmos daquilo que temos, mais tarde ou mais cedo ela se vai degradar, à semelhança de uma estátua que sujeita ao ar livre e às ameaças que tem acaba por enferrujar e num certo ponto cair, partir-se e resultar na destruição de algo belo que acabou por se danificar devido à falta de cuidados.
A culpa disto é dos nossos antepassados recentes e mesmo dos nossos pais que com o evoluir dos tempos nos vêm estendendo uma passadeira vermelha, protegendo-nos de todas as adversidades e criando assim a ilusão que nada neste mundo nos pode magoar e que mais tarde ou mais cedo tudo se resolve, mas essa é uma ideia errada, as coisas resolvem-se não com o tempo, mas sim com dedicação e é isso que se passa com o amor, a época do "deixar andar" acabou, se queremos que algo resista a tudo e a todos, temos de lutar e não desistir aos primeiros obstáculos que nos apareçam à frente, tal como em todas as coisas mais valiosas da vida, aquilo que lhes dá valor é a sua raridade, o empenho que foi necessário para as encontrar, e por isso no amor não podemos arriscar-nos a sermos meros peões passivos que simplesmente se limitam a ver aquilo que acontece.
Se queres amar e ser amado, luta e faz com que alguém sinta que também és alguém por quem vale a pena lutar. Duas pessoas amam-se quando acima de tudo conseguem unir esforços para que as virtudes de cada um, sirvam para minimizar os defeitos de ambos, é por isso que se diz que no amor duas pessoas se tornam uma, porque aprendem a ser isso mesmo.
Poderá até ser uma visão exagerada do assunto mas por vezes a sensação que dá é que na verdade "dois antigos amantes, só conseguem ser verdadeiros amigos se, ou ainda se amam, ou nunca se amaram" e a explicação parece-me óbvia, a linha entre o amor e o ódio é ténue, porque quando se ama de verdade acredito mesmo que se ame tudo o que se odeia e também se odeie tudo o que se ama na outra pessoa.
No final acaba por surgir a questão, será que amar vale a pena? A resposta é sim, amar vale a pena, mas apenas se for amor de verdade.
domingo, 26 de maio de 2013
"querer e não ter, ter e não querer"
Passamos toda a nossa vida a desejar ter aquilo que mais queremos, aquela coisa ou pessoa que corresponde a todas as nossas expectativas, aquilo que satisfaz todas as coisas que desejamos ver em algo, como que a imagem de perfeição que nós poderemos ver em algo e no fundo sabemos que isso é algo que nunca vamos conseguir "adquirir" porque a perfeição não existe, nem nunca vai existir, é simplesmente a nossa imaginação à procura de algo que inconscientemente sabemos que nunca vamos conseguir ter.
O mais comum na nossa vida é querermos e não termos, porque como em tudo na vida, raramente aquilo que queremos nos quer a nós, no contexto de pessoas, porque pouca coisa tem lógica e existem uma enormidade de coisas que implicam demasiada conexão, demasiadas coisas em comum e para além disso implica que uma pessoa veja na outra o mesmo ou pelo menos algo semelhante e como todos temos noção, na vida pouca coisa é como nós queremos e por vezes por muito que demos o melhor de nós, a questão é que geralmente desejamos coisas que não estão ao nosso alcance, coisas de um nível ou dificuldade geralmente superior àquele que nós conseguimos suportar e isso é talvez das realidades mais difíceis de suportar na vida.
Ter e não querer, bom isso é a coisa mais injusta que pode acontecer a alguém, não só porque faz magoar os outros pelo facto de sermos injustos com eles, mas assim como muitas vezes nos magoamos a nós porque fazemos tudo o que podemos para conseguir dar àquela pessoa de volta o esforço e empenho que elas põem perante nós e muitas vezes por nos apercebermos que poderemos estar a desperdiçar alguém que poderia fazer a diferença e que simplesmente o nosso coração não nos permite dar-lhes essa oportunidade, e bom se no fundo passamos a nossa vida a procurar algo que satisfaça tudo aquilo que queremos, não será de certa forma irónico o facto de sermos aquilo que alguém quer e simplesmente como que deixamos essa pessoa a sentir o mesmo que nós não desejamos sentir.
Por fim notamos então que por mais que lutemos por isso, a vida sempre será injusta e por muito que façamos nunca o deixará de ser.
O mais comum na nossa vida é querermos e não termos, porque como em tudo na vida, raramente aquilo que queremos nos quer a nós, no contexto de pessoas, porque pouca coisa tem lógica e existem uma enormidade de coisas que implicam demasiada conexão, demasiadas coisas em comum e para além disso implica que uma pessoa veja na outra o mesmo ou pelo menos algo semelhante e como todos temos noção, na vida pouca coisa é como nós queremos e por vezes por muito que demos o melhor de nós, a questão é que geralmente desejamos coisas que não estão ao nosso alcance, coisas de um nível ou dificuldade geralmente superior àquele que nós conseguimos suportar e isso é talvez das realidades mais difíceis de suportar na vida.
Ter e não querer, bom isso é a coisa mais injusta que pode acontecer a alguém, não só porque faz magoar os outros pelo facto de sermos injustos com eles, mas assim como muitas vezes nos magoamos a nós porque fazemos tudo o que podemos para conseguir dar àquela pessoa de volta o esforço e empenho que elas põem perante nós e muitas vezes por nos apercebermos que poderemos estar a desperdiçar alguém que poderia fazer a diferença e que simplesmente o nosso coração não nos permite dar-lhes essa oportunidade, e bom se no fundo passamos a nossa vida a procurar algo que satisfaça tudo aquilo que queremos, não será de certa forma irónico o facto de sermos aquilo que alguém quer e simplesmente como que deixamos essa pessoa a sentir o mesmo que nós não desejamos sentir.
Por fim notamos então que por mais que lutemos por isso, a vida sempre será injusta e por muito que façamos nunca o deixará de ser.
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Usa e abusa de tudo o que te dou, do que dava e do que nunca mais darei, crítica tudo o que houver para criticar mesmo que seja a melhor coisa do mundo, no entanto está morto e brevemente enterrado, é feio abusar da sinceridade dos outros e não o ser perante os mesmos, tudo o que digo é aquilo que nunca irás dizer, e no fim, quem chorar por ultimo fica pior.
domingo, 19 de maio de 2013
Ir
Nunca pensei em sair daqui, abandonar tudo o que construí com as pessoas que gostava, nunca me passou pela ideia sequer ponderar em fazê-lo, mas a verdade é que esse realidade é cada vez algo mais possível. Pôs-se a hipótese e sinceramente, a hipótese fez-me repensar tudo, e com isso percebi que se calhar a vontade de ir é maior do que a vontade de ficar, cheguei à conclusão que não há mesmo mais grande coisa para mim aqui e que se quiser mesmo mudar algo, tenho de mudar tudo.
É triste chegar à conclusão que nada me prende ao sítio que eu sonhei em ficar para sempre, que esse sonho desapareceu, é também triste perceber que aqui não há nada que me vá permitir seguir os meus sonhos e fazer tudo o que quero, tornou-se um sítio escuro, algo que tenho mais vontade de abandonar e procurar a luz do que propriamente tentar iluminá-lo eu mesmo.
É assustador mas ao mesmo tempo reconfortante a ideia de tudo ir mudar, porque quando temos a noção que as coisas não estão bem, qualquer ideia de algo melhor serve para animar e para perceber que talvez seja a mudança física que pode trazer a mudança psicológica e até isso me torna mais feliz, estranho, encontrar felicidade numa hipótese remota que apenas é isso mesmo, o talvez sem certeza absolutamente nenhum, mas não é a vida mesmo uma hipótese sem certeza?
É assustador também perceber que me posso afastar de todas as pessoas que são importantes para mim e que sempre estiveram lá para mim e ter na ideia que posso encontrar novas pessoas que vão também tornar-se importantes, encontrar pessoas diferentes e que poderão fazer também elas a diferença. Não queria que assim fosse, mas sei que na hipótese de me ser dado a escolher se vou ou não, a minha inclinação vai ser para ir.
É triste chegar à conclusão que nada me prende ao sítio que eu sonhei em ficar para sempre, que esse sonho desapareceu, é também triste perceber que aqui não há nada que me vá permitir seguir os meus sonhos e fazer tudo o que quero, tornou-se um sítio escuro, algo que tenho mais vontade de abandonar e procurar a luz do que propriamente tentar iluminá-lo eu mesmo.
É assustador mas ao mesmo tempo reconfortante a ideia de tudo ir mudar, porque quando temos a noção que as coisas não estão bem, qualquer ideia de algo melhor serve para animar e para perceber que talvez seja a mudança física que pode trazer a mudança psicológica e até isso me torna mais feliz, estranho, encontrar felicidade numa hipótese remota que apenas é isso mesmo, o talvez sem certeza absolutamente nenhum, mas não é a vida mesmo uma hipótese sem certeza?
É assustador também perceber que me posso afastar de todas as pessoas que são importantes para mim e que sempre estiveram lá para mim e ter na ideia que posso encontrar novas pessoas que vão também tornar-se importantes, encontrar pessoas diferentes e que poderão fazer também elas a diferença. Não queria que assim fosse, mas sei que na hipótese de me ser dado a escolher se vou ou não, a minha inclinação vai ser para ir.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Rotina
Ultimamente sinto que cada dia é apenas mais um, apenas mais um igual a tantos outros já vividos, mais uma continuação da rotina que eu insisto em manter incessantemente.
Com o tempo tenho vindo a perder a vontade, a descobrir que afinal não sou assim tão forte, tão indestrutível como pensava, suponho que com o tempo me tenha vindo a aperceber que as coisas não são tão lineares como pensamos, ou tão coloridas como as pintam, e sinceramente é um choque demasiado grande, pois é triste perceber que coisas que sonhámos um dia em fazer, pessoas que queríamos ser, não vão passar disso mesmo, de um desejo que um dia enquanto crianças ingénuas ou adolescentes imaturos tivemos. Não, não digo desistir dos nossos sonhos nunca, mas talvez os possamos adaptar às condições que sentes não ter para realizar aquilo que queres.
Hoje, ainda que sem querer, sem esse propósito, o meu pai me ensinou que quando dizem que sem ilusão não há desilusão, dizem a verdade e de certa forma me explicou que algo que aprendeu com a vida, foi em manter as expectativas baixas, porque é sempre melhor sermos surpreendidos do que acabarmos por perceber que tudo não passava de falsas esperanças, e bom acho que hoje aprendi o que era ser pai, ser pai é mostrar aos filhos com a sua experiência de vida, os melhores caminhos a tomar e cada vez mais dou valor aos pais que tenho e à minha irmã, porque sempre foram os melhores do mundo para mim e que ainda que não o digam, eu sei que de certa forma sou um orgulho, assim como sinto eles o são para mim, e simplesmente estas coisas não têm de ser ditas, porque se sentem, por muito que não queiramos o silêncio é o melhor dos reveladores, é no silêncio que muitas vezes encontramos o nosso rumo para fazer com que a nossa voz seja ouvida, para que volte em grande e que a minha voz seja ouvida, mais do que alguma vez já foi. Ainda mantenho o sonho de ser alguém que marque a diferença total na vida de alguém e vou fazer com que este sonho se concretize, porque sei, aliás tenho a certeza, que o dia em que fizer alguém feliz, eu também o vou estar, pois é das coisas que mais desejo neste mundo.
Por maiores que sejam as adversidade, por maiores que sejam as magoas, eu vou sempre tentar dar uso de todo o esforço que tiveram em criar-me da melhor maneira que conseguiam, vou ser mais e melhor do que vocês esperavam que eu fosse, são o melhor que eu tenho e que alguma vez poderei ter na vida, e apesar de não ser um rapaz de me expressar muito em relação aos sentimentos por vocês, amo-vos mais do que a qualquer outra coisa neste mundo.
Com o tempo tenho vindo a perder a vontade, a descobrir que afinal não sou assim tão forte, tão indestrutível como pensava, suponho que com o tempo me tenha vindo a aperceber que as coisas não são tão lineares como pensamos, ou tão coloridas como as pintam, e sinceramente é um choque demasiado grande, pois é triste perceber que coisas que sonhámos um dia em fazer, pessoas que queríamos ser, não vão passar disso mesmo, de um desejo que um dia enquanto crianças ingénuas ou adolescentes imaturos tivemos. Não, não digo desistir dos nossos sonhos nunca, mas talvez os possamos adaptar às condições que sentes não ter para realizar aquilo que queres.
Hoje, ainda que sem querer, sem esse propósito, o meu pai me ensinou que quando dizem que sem ilusão não há desilusão, dizem a verdade e de certa forma me explicou que algo que aprendeu com a vida, foi em manter as expectativas baixas, porque é sempre melhor sermos surpreendidos do que acabarmos por perceber que tudo não passava de falsas esperanças, e bom acho que hoje aprendi o que era ser pai, ser pai é mostrar aos filhos com a sua experiência de vida, os melhores caminhos a tomar e cada vez mais dou valor aos pais que tenho e à minha irmã, porque sempre foram os melhores do mundo para mim e que ainda que não o digam, eu sei que de certa forma sou um orgulho, assim como sinto eles o são para mim, e simplesmente estas coisas não têm de ser ditas, porque se sentem, por muito que não queiramos o silêncio é o melhor dos reveladores, é no silêncio que muitas vezes encontramos o nosso rumo para fazer com que a nossa voz seja ouvida, para que volte em grande e que a minha voz seja ouvida, mais do que alguma vez já foi. Ainda mantenho o sonho de ser alguém que marque a diferença total na vida de alguém e vou fazer com que este sonho se concretize, porque sei, aliás tenho a certeza, que o dia em que fizer alguém feliz, eu também o vou estar, pois é das coisas que mais desejo neste mundo.
Por maiores que sejam as adversidade, por maiores que sejam as magoas, eu vou sempre tentar dar uso de todo o esforço que tiveram em criar-me da melhor maneira que conseguiam, vou ser mais e melhor do que vocês esperavam que eu fosse, são o melhor que eu tenho e que alguma vez poderei ter na vida, e apesar de não ser um rapaz de me expressar muito em relação aos sentimentos por vocês, amo-vos mais do que a qualquer outra coisa neste mundo.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
.
Alguém, num dia qualquer, numa altura qualquer, num sitio qualquer, vai ter tudo o que não soubeste aproveitar.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Amor
Admito, tenho inveja dos apaixonados, tenho inveja de quem ama e de quem tem a pessoa que quer ao seu lado, e sinceramente acho que não é mau ter inveja de uma coisa tão bonita como é o amor, porque na verdade é o que eu mais quero, o que toda a gente quer, menos ou mais, todos nós queremos ver aquela pessoa que é tudo para nós ao nosso lado, para ser o nosso tudo, com quem nós poderemos sempre contar independentemente de tudo, ter o nosso ponto de abrigo, a certeza de que iremos ter sempre um ombro quando mais precisarmos, quem aos nossos olhos é perfeito, porque o amor é cego, surdo e mudo e mesmo assim não deixa de ser das melhores coisas que temos na vida, seja amor de família, amor de amigos, ou encontrar a pessoa "certa". Também não é vergonha nenhuma dizer que sinto falta, sinto falta de me sentir a melhor pessoa do mundo para alguém, ou pelo menos aos olhos desse pessoa sê-lo, sinto a falta de ter aquele abraço apertado que é capaz de mudar tudo, de ter alguém que de um momento para outro me diga um amo-te sincero e que nem que seja por um segundo me faça sentir especial e dê valor ao esforço que implica manter uma relação e mesmo o simples facto de sermos quem somos. Tenho saudades de me sentir um orgulho para alguém, de sentir carinho, de sentir o calor que um simples tocar de mãos transmite. Mas se for para ser, ao menos que seja verdadeiro e que seja para durar, coisas que desaparecem com o vento há aos milhares, é necessário pôr "peso" nos sentimentos, sentir com força, com paixão e acima de tudo dar-mos tudo o que temos e sermos valorizados por tal. Se o meu melhor não é suficiente, então é porque nunca vai resultar, porque nunca irei conseguir dar mais que o meu melhor, não há esforços extra, não há lutas cansativas e incessantes por algo, será amor e pronto, mais nada, não precisa de ter explicação, não precisa de ter lógica, apenas precisa de existir, de ser real e acima de tudo, verdadeiro.
domingo, 12 de maio de 2013
Intenções
Ninguém precisa mais de boas intenções, cheio de boas intenções está o mundo, mas a verdade é que ninguém vive disso, as pessoas vivem de atitudes, ações, momentos que acontecem de verdade e que não são apenas meras imaginações de algo que podia ser e não é. Se eu matar alguém sem intenção, isso não vai mudar o facto de o ter feito, talvez o atenue, mas em nada muda aquilo que realmente aconteceu, não seria minha intenção, mas seria de facto minha ação, e no final de contas o que interessa é aquilo que fazemos e não o que queremos fazer. Jamais penses em pôr o teu mundo nas mãos de outra pessoa, porque não é essa que sabe o que é melhor ou pior para ti, não é essa que tem os teus sentimentos, ou que vive e experiência todas as diferentes emoções que te passam pelo corpo quando algo é realizado. Não andes atrás de ninguém, por muito que isso pareça a coisa certa a fazer, porque quem merece e quem quer realmente, não precisa de fazer os outros sentirem-se como cães só para a sua própria satisfação, e acima de tudo, tu não és obrigado a abdicar de ti e da tua felicidade para conseguires a felicidade de alguém, cada um luta por aquilo que quer e todos devíamos lutar apenas por aquilo que merece que isso aconteça, porque somos todos humanos e ninguém é mais que ninguém, sejam quais forem as atitudes, a beleza ou qualquer outra coisa, porque apesar de sermos todos diferentes somos aquilo que em bom português se dá o nome de "farinha do mesmo saco".
terça-feira, 7 de maio de 2013
Só
Só sentes saudades quando não tens hipóteses de sentir quem queres ao pé de ti.
Só dás valor ao sol quando ele desaparece.
Só te importas com uma queimadura quando ela te magoa.
Só choras por arrependimento quando te apercebes que o devias ter feito.
Só queres quando não podes ter.
Só sabes que amas quando deixas a pessoa ir.
Só dás valor ao frio quando te fartas do calor, assim como só dás valor ao calor quando te fartas do frio.
Só sentes falta do ombro amigo quando o sentes a afastar-se.
Só dás valor à água quando tens sede.
Só dás valor à comida quando tens fome.
Só choras quando não tens razões para estar feliz.
Só desesperas depois de não aproveitar enquanto era tempo.
A ausência de algo é aquilo que te faz aperceber o quanto precisas dela, o momento em que pensas consoante as tuas necessidades, é aquele que define o quanto queres algo, é pena que por vezes seja tarde demais.
Espero que não seja tarde demais.
Só dás valor ao sol quando ele desaparece.
Só te importas com uma queimadura quando ela te magoa.
Só choras por arrependimento quando te apercebes que o devias ter feito.
Só queres quando não podes ter.
Só sabes que amas quando deixas a pessoa ir.
Só dás valor ao frio quando te fartas do calor, assim como só dás valor ao calor quando te fartas do frio.
Só sentes falta do ombro amigo quando o sentes a afastar-se.
Só dás valor à água quando tens sede.
Só dás valor à comida quando tens fome.
Só choras quando não tens razões para estar feliz.
Só desesperas depois de não aproveitar enquanto era tempo.
A ausência de algo é aquilo que te faz aperceber o quanto precisas dela, o momento em que pensas consoante as tuas necessidades, é aquele que define o quanto queres algo, é pena que por vezes seja tarde demais.
Espero que não seja tarde demais.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Coisas
Por mais que custe, por mais que doa, por mais que seja um motivo de tristeza, desistir nunca vai ser opção, não devemos desistir dos nossos sonhos por mais impossíveis que eles pareçam, porque "o impossível não é algo que não se consegue concretizar, apenas algo que nunca ninguém concretizou", porque se é aquilo que nós queremos devemos lutar por isso, ficar parado à espera que um milagre aconteça nunca foi solução, quem vinga são aqueles que lutam, que se esforçam por concretizar os seus objectivos e jamais nos devemos contentar com ser apenas mais um. Mais tarde ou mais cedo o nosso esforço terá de ser recompensado porque as coisas não acontecem só aos outros, e de certeza que se isso aconteceu por alguma razão foi e o importante é insistir, persistir, porque o mundo não acaba por errarmos, os erros foram feitos para serem cometidos e é com eles que aprendemos, é verdade que causam tristeza e é frustrante ver os nossos sonhos destruídos, mas a vida continua e novos sonho virão, existem 7 biliões de pessoas no mundo, uma infinidade de coisas, coisas essas que poderão ser um dia importantes para nós, mas que nós ainda não tenhamos conhecimento delas e o importante é continuar, continuar a viver porque imensas pessoas desejam ter apenas um pouco do que nós temos, e temo-nos de convencer que nem sempre as coisas correm bem, que os obstáculos por vezes estão escondidos e que só depois de os conhecermos é que teremos capacidade para os destruir. Sim, as coisas não são assim tão lineares, mas nem têm de ser porque com as coisas más é que nós damos real valor às coisas boas, é por isso que temos pessoas que se importam connosco e que nos querem ver felizes, tanto ou mais do que nós a elas, só que muitas das vezes não damos valor, ou simplesmente é algo tão óbvio que até parece mentira. Ninguém tem o direito de julgar ninguém, e quem o faz geralmente são pessoas com problemas com elas próprias, porque a inveja é um espelho da alma de cada um, só se tem inveja daquilo que se queria ser e isso ninguém pode negar, e quem o faz só demonstra a pessoa hipócrita que é. És na verdade muito melhor daquilo que achas que és e nunca te esqueças disso, ama-te a ti mais do que a qualquer pessoa, sê tu, independentemente de tudo o que possam dizer, quem muito fala pouco faz, o silêncio é a tua maior arma e as tuas acções as tuas munições, e quando for hora da luta, são essas que te vão valer a vida, são essas que irão fazer a diferença.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Desabafo
Se houve algo que eu aprendi nos últimos tempos foi que ninguém se preocupa mais contigo do que tu mesmo, que em tudo na vida todas as pessoas têm sempre a sua ponta de egoísmo e que como diz o famoso ditado diz "todos puxam a brasa à sua sardinha" e que a preocupação com a felicidade é geralmente apenas uma desculpa nada para fazer algo que vá resultar na própria felicidade, não é nada que não me tivesse apercebido já, mas ninguém mais neste mundo se preocupa genuinamente com o bem dos outros, ou pelo menos sem isso ter um efeito prático na felicidade de cada um. As pessoas cada vez mais pedem desculpa e fazem-no porque cada vez mais erram, porque a ocasião é que cria a oportunidade e são poucas as coisas graves que são feitas sem intenção, os momentos perdem valor, as qualidades também, porque cada vez mais o que interessa é aquilo que os nossos olhos vêem e não o que o nosso coração sente, vivemos num mundo de aparências, onde o correcto é estar à altura da espectativa que os outros põem em nós e não realmente aquilo que nós queremos para nós próprios. Vivemos num mundo de gente cínica, falsa, hipócrita e que vive numa mentira, vive uma vida que não é a dela mas sim aquela que é imaginada por uma sociedade em que a pressão do ter é mil vezes mais forte do que a pressão do ser. Verdade é também o facto de não haver um único culpado de tudo isto, os culpados somos todos nós que parecemos querer continuar a alimentar a destruição daquilo que foi um dia tão importante para as pessoas, habituámo-nos a viver esta vida egoísta em que a única coisa que realmente interessa é o nosso próprio umbigo, e ninguém está totalmente livre de culpas, porque se todos nós fazemos parte, todos nós somos culpados, a única diferença é que enquanto alguns que por coisas da vida são obrigados a tomar atenção àquilo que os rodeia e percebem muitas vezes depois de passarem por algo grave, e muitas vezes quando isso acontece já é tarde demais para as mesmas pessoas, outros nunca o chegam a perceber, estou cansado de ver toda a gente a degradar-se de dia para dia, a dar importância a coisas que no fundo não interessam para nada, obviamente que se as coisas existem são para nós usufruirmos delas, mas há um limite para tudo. Não temos o direito de magoar os outros para conseguirmos o que queremos, não temos o direito de muitas vezes "acabarmos" com a vida de alguém por coisas sem interesse, coisas fúteis que em nada melhoram a nossa vida do que para além daqueles 5 segundos em que acontecem. Enquanto escrevo isto, escrevo-o com uma raiva enorme por saber que faço parte de tudo aquilo que crítico e que ainda que seja com ou sem intenção, seja mais um que alimente toda a porcaria porque passamos. Queria poder deixar de dar importância às coisas, muitas vezes só depois de as ter perdido, não falo já em arrependimentos porque como se costuma dizer "não devemos arrependermo-nos de coisas que já quisemos um dia", mas a verdade é que seria tudo mais fácil se todos parássemos para pensar e percebesse-mos duma vez por todas que há coisas muito para além do que aquilo que vemos, que a importância das coisas está no seu interior e que o mais importante é mesmo aproveitar o que de melhor temos na vida. A vida são mesmo dois dias, e a questão é que enquanto escrevo, um deles já passou e recuso-me a viver a vida sem me poder orgulhar de mim e a continuar a ver-me como mais um, o tempo em que a idade servia de desculpa para as atitudes já passou, está na altura de agirmos todos como homenzinhos e mulherzinhas que somos e enfrentarmos as coisas más, admitirmos os nossos erros, dizermos tudo o que de bom e de mau tivermos a dizer, para que possamos de uma vez por todas mudar e tornar tudo em algo melhor. Ajudar uma pessoa não ajuda o mundo inteiro, mas pelo menos aquele momento pode significar o mundo para ela.
Exclusão social
Fico sempre chocado quando me falam em exclusão social, racismo, ou qualquer outro tipo de desprezo que existe entre pessoas, sim porque negros, brancos, asiáticos ou latinos, todos são pessoas, todos são seres humanos, todos feitos com base numa estrutura genética semelhante que apenas se diferencia por pequenas coisas que dão identidade a cada um. A verdade é que este tema está bastante ligado ao factor sociedade, e que dura à muitos anos, e que podemos até dizer que tem vindo a ser um problema que ao longo dos tempos tem diminuído a sua incidência, mas por pouco que exista, tudo o que envolve essas "pequenas" excepções têm graves consequências na vida de quem é deixado de parte por alguém que se acha mais, mas que com as atitudes que tem demonstra que é menos, muito menos. O que é preciso para estarmos incluídos? Quais são os pré-requisitos para se fazer parte da sociedade? Não os há, ou pelo menos não devia haver, porque "todos diferentes, todos iguais", é isso que diz o lema contra qualquer tipo de exclusão, social ou racial, e é provavelmente uma das frases mais simples mas que ao mesmo tempo mais dizem acerca deste problema, seja qual for a nossa raça, nascemos todos da mesma maneira, todos temos uma personalidade, sentimos e acima de tudo, todos temos direitos e deveres perante nós e principalmente perante os outros. A verdade das verdades é que em todas as raças há pessoas más e pessoas boas, porque nenhuma é perfeita, a questão é que o ser humano tem imensa dificuldade em aceitar diferenças, aceitar alguém com características distintas daquelas a que estão habituados e esse sim é o maior problema de todos na relação com os outros, não só quanto a discriminações. Todas as pessoas merecem oportunidades e se algumas delas se tornam "más" é porque nunca as tiveram, obviamente que isso não pode ser utilizado como desculpa, que não o é, mas é sim uma razão e uma razão muito viável que poderá surgir como explicação para certas atitudes. É verdade também que nenhuma raça é superior, ninguém merece mais que ninguém à partida, apenas por serem "diferentes", muitas vezes as pessoas apenas necessitam de oportunidades para demonstrar aquilo que realmente são. De um ponto de vista pessoal, a cor de pele ou hábitos de determinada comunidade, em nada impedem uma boa relação entre pessoas, muito pelo contrário, servem para enriquecimento das mesmas (podemos ter o exemplo da globalização). A minha sincera opinião é que todas as pessoas fazem a diferença, e se todos os "diferentes" se juntarem podem-se criar coisas novas, coisas que pela sua diferença e originalidade vão ser especiais e portanto proporcionar momentos de grande alegria ao mundo. Conheço grandes pessoas com uma cor de pele diferente da minha e penso muitas vezes que se eu não lhes tivesse dado a oportunidade de se mostrarem como são, nem sabia a importância ou impacto que essas podiam ter na minha vida. Ninguém é igual, portanto porquê tentarmos criar um determinado conceito de certo ou errado na maneira como cada um de nós deve ser? Todos juntos é que poderemos transformar este mundo, num mundo melhor, porque se a união faz a força, também várias pequenas coisas juntas criam algo enorme.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Erros
Nunca deveríamos desejar voltar ao passado, porque o nosso presente e também o nosso futuro apenas são continuações desse mesmo passado e irão um dia tornar-se também nisso mesmo. Quantos de nós não desejaram ou ainda desejam que algo já realizado pudesse-se voltar a repetir e talvez, mas apenas talvez pudessemos corrigir aquele erro que tanto desejávamos que não tivesse ocorrido. Mas a verdade é que isso é impossível de realizar e acima de tudo, não deveríamos mesmo querer fazer essa viagem no tempo porque erros, esses fazem-nos crescer, esses são aqueles que nos mostram os males e os bens da vida, aqueles que nos fazem construir a nossa identidade, e não há nada mais importante para cada um de nós do que sermos originais, diferentes, alguém que se destaque entre os outro e é mesmo por isso que os erros existem, para nós os cometermos, de maneira a que possamos crescer, adaptar-mo-nos de maneira a que não os voltemos a repetir. É verdade que os erros trazem tristeza, dor, mágoa, mas no fundo, para haver bom não é preciso haver mau? Para haver felicidade não é preciso haver tristeza? Sim, para uma coisa é sempre preciso haver algo contrário e da mesma maneira que vivemos com as coisas boas, temos também de saber viver com as coisas más, e simplesmente nos cabe a nós darmos importância a tudo aquilo que de bom acontece e não o contrário, como é o normal, aquilo que é constantemente feito por todos nós. Gostamos do positivo, portanto porque não sermos positivos? Deixemos para a matemática a teoria em que o mais e o menos resulta num menos.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Sociedade
Talvez seja irónico ou mesmo hipócrita criticar algo onde me insiro, mas também ao mesmo tempo o facto de me inserir nela não signifique que me guie por todos os mesmos princípios pela qual ela se rege. Falo da sociedade, sociedade essa que de dia para dia só consegue demonstrar mais pontos negativos nas pessoas, mais faltas de humanidade, mais egoísmo e mais uma série de outras coisas más que todos nós podemos observar simplesmente se tivermos predispostos a perder um pouco que seja do nosso tempo a observar as nossas e também as atitudes dos outros. Onde estão os tempos em que as pessoas procuravam ser felizes e conviver? Pois bem, parece que esses tempos estão a acabar e tudo devido a dar-mos importância a coisas que apesar de nos simplificarem a vida, fazem-nos perder as coisas boas que da dificuldade podemos tirar, fazem-nos atalhar e seguir caminhos que simplesmente são retos, sem grandes dificuldades e que por isso nos fazem sentir relaxados. É verdade que toda a gente gosta do caminho mais fácil, aquilo que lhes trará a felicidade e a paz mais facilmente, mas a verdade é que em tempos passados, as pessoas também conseguiam ser felizes, a diferença é que a felicidade era procurada nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes, e acima de tudo nos pequenos grandes sentimentos que nutriam umas pelas outras, e talvez seja essa a diferença maior quando comparamos tempo. No entanto é também verdade que é nas coisas mais difíceis de obter que sentimos a maior felicidade por as termos conseguido adquirir, e penso que toda a gente já passou por algo que sirva de perfeito exemplo para o que tento dizer, toda a gente pelo menos uma vez na vida sentiu dificuldade em superar um obstáculo mas que no fim de contas conseguiu superar não só esse mesmo obstáculo, mas também a ela própria e isso definitivamente é dos melhores sentimentos que se podem ter. Outro ponto de vista será também em relação à "sociedade de aparências" em que atualmente nos inserimos, seria mentira dizer que as pessoas não procuram sempre alguém que lhes agrade fisicamente, eu próprio o digo sem medos, porque simplesmente sei que a maior parte de quem diz tal coisa, é só para parecer bem, porque no fundo toda a gente deseja o homem/ a mulher dos seus sonhos, aquela que para além de boa pessoa será também uma pessoa atraente, alguém que dê prazer de poder apresentar aos amigos, ou passear de mão dada na rua e poder demonstrar que se está com uma pessoa com todas aquelas qualidades que enchem o olho de qualquer pessoa, alguém que faça os amigos comentar positivamente acerca da pessoa com que estás e de certa maneira os faça "aprovar" esse mesmo relacionamento. Mas a verdade é que isso é (para falar depressa e muito explicitamente) uma grande merda! Na minha vida conheço e convivo/convivi muitas pessoas lindas interior e exteriormente, assim como com muitas pessoas linda interiormente, mas que aos olhos dos outros, aos olhos da sociedade não têm o estereotipo de beleza exterior que é tão exigida, e no final de contas só consigo chegar a uma conclusão, a verdadeira razão pela qual muitas dessas pessoas ditas "feias" são no fundo os melhores amigos, melhores companheiros e aqueles em quem mais confiança podemos depositar, e porquê? Porque são esses que aprendem verdadeiramente a dar valor àquilo que interessa, aqueles que têm de utilizar a sua maneira de ser, o seu coração para fazer os outros "apaixonarem-se" por eles, aqueles que não vivem neste mundo dependendo do seu exterior para vingarem na vida e serem alguém. A maior questão é que ser bonito qualquer um pode ser, basta ter "sorte", mas ter um bom coração é algo que não nasce connosco, não é algo atribuído à priori, mas sim algo que cada indivíduo luta para adquirir e no fim temos de pensar o quê? Tem mais valor aquele que não faz nada e tem tudo ou aquele que faz tudo e tem o pouco que conseguiu com o seu esforço? Cabe a todos pensar nestes pequenos pormenores, sejamos feios, bonitos, gordos, magros, altos, baixos. Porque se um dia a beleza desaparecer não vai ser aquela pessoa que convivia contigo porque eras esteticamente agradável que te vai safar, mas sim aquela que dava a sua amizade e o seu carinho por aquilo que tu significavas para ela! Como disse anteriormente, não vou mentir e dizer que o interior é mais ou tão importante como o exterior para mim, mas a minha verdade e o meu sincero desejo pessoal era conseguir olhar para as pessoas sem estabelecer avaliações por aquilo que agrada aos meus olhos mas sim "avaliar" pessoas pela maneira como chegavam ao meu coração. E com isto só pretendo ter aqui um abrir de olhos para mim e para todos os que irão ler isto, e que de certa maneira possa nem que seja só um pouco atingir a vossa consciência para que tentem modificar estas pequenas coisas e tornar este mundo em algo melhor, algo que começa a ser urgente de conseguir! Sejam felizes, mas não se esqueçam de fazer os outros felizes também.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Queres viver ou sobreviver?
Continua a cometer os mesmos erros, continua a queixar-te das coisas que não acontecem porque não deixas que aconteçam, continua a culpar os outros e a vida por toda a porcaria que te acontece, continua sem carácter, sem chama, sem determinação e verás onde isso te vai levar. Continua com os olhos fechados, continua a fugir daquilo que te faz feliz e daquilo que é realmente bom para ti, continua a ser só mais uma pessoa no meio de tantas outras, completamente monótona e vulgar. Continua a agir como se as coisas não tivessem resolução, como se mais tarde ou mais cedo tudo de bom te fosse aparecer, pois bem as coisas não aparecem a quem espera por elas, aparecem a quem luta por elas. Se continuares a levar com tudo em cima sem teres uma palavra a dizer, rapidamente vais entender que o mundo é pesado demais para simplesmente ficares impávido e sereno a levar com todos os problemas. Abre os olhos, abre horizontes, luta e faz-te à vida, ou achas que ficares a ver as coisas a acontecer te vai trazer algo de bom? Espectadores todos podemos ser, mas a escolha de fazermos parte do jogo é só e inteiramente nossa, queres viver ou sobreviver? Não vives da felicidade dos outros, o altruísmo é a maior mentira do mundo, pelo menos o altruísmo total, porque para tu aprenderes a viver com a felicidade dos outros, tens sempre de tratar da tua felicidade, infeliz mentiroso aquele que em toda a vida, em algum momento diz que pelo menos uma mão cheia de coisas que fez não foi por pensar em si próprio e não nos outros. O problema é que as escolhas que TU fazes, afectam os outros e não só a ti, "palavras são armas na cabeça de quem pensa" e portanto deves usá-las bem e não simplesmente andares a disparar balas perdidas, porque podes ferir alguém que nem sequer fazia parte da guerra. Queres ser só mais uma pessoa no mundo? Vivemos num mundo de deprimidos, de oprimidos e de gente infeliz. Raro é o caso de alguém que possa dizer que viveu e chegou ao fim da linha com o sentimento de que fez tudo ou quase tudo aquilo que queria, ou pelo menos o básico porque tudo é relativo, ninguém nunca consegue atingir o tudo, e portanto talvez esses casos nem sejam raros, não existam mesmo. A questão é: queres viver e aproveitar o que tens, lutando por aquilo que te faz feliz, ou queres morrer sem poder pensar para ti, "eu arrisquei e sei que correu mal, mas ao menos sei que tentei fazer aquilo que era o que eu queria". Pessoas desistentes há aos milhares, por isso mesmo é que quem vinga na vida são um grupo muito reduzido de pessoas, digo, repito e voltarei a fazê-lo quantas vezes forem precisas, a sorte não se tem, procura-se!
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Aproveita
Nem tudo foi feito para resultar, nem todas as coisas que têm tudo para ser certas o são realmente, por vezes aquilo que parece mais certo é o que é mais errado e o que é que nos resta? Resta-nos aproveitar aquilo que de errado temos na nossa vida, nunca se sabe se esse errado um dia não se torna em algo certo, uma pessoa disse-me um dia que eu dava demasiada importância às coisas negativas, que me preocupava demasiado em ser correto para os outros e que por isso passei muito da minha vida com uma atitude errada perante mim, talvez a vida seja mesmo para aproveitar, aprendemos com os erros dizem eles... o facto é que eles têm razão, mas quem sabe o que é certo ou errado? O que num momento temos a certeza que é o indicado para nós, rapidamente pode deixar de o ser e a seguir virá outro exato momento em que a história se virá repetir, então porque não aproveitar ao máximo todos os erros que cometemos? Poder-se-à tornar numa tristeza em determinado momento, mas enquanto estivermos a tirar disso o melhor que conseguirmos, com certeza que isso só vai ser um motivo de felicidade. Alguém me disse também que devia começar a aproveitar mais a vida, e cada vez mais acho que essa pessoa está certa, porquê dar tanta importância às coisas más? Porque não aproveitar simplesmente as boas enquanto elas duram, e se forem poucas melhor ainda, o raro é o que é mais cobiçado por todos, ninguém quer coisas que toda a gente tenha, todos procuramos originalidade, algo que nos diferencie dos outros, então porque não simplesmente sorrir para a vida e esperar que a qualquer momento ela sorria para nós? É apenas uma questão de vermos as coisas pelo lado positivo, pelo lado que nos traz alguma paz de espírito, é claro que isso não vai mudar de um momento para o outro, mas é como uma rotina, se a repetirmos na nossa cabeça vezes e vezes sem conta, iremos criar uma imagem de felicidade e de bom em tudo o que nos rodeia, por muito mau que possa parecer aos outros. No mundo atual, felicidade não é uma pessoa estar feliz, é no entanto uma pessoa não estar triste, porque passamos toda a nossa vida a queixar-mo-nos do mal, em vez de olharmos para o bem, e só nos sentimos realmente bem quando parece que nada está mal, mas está sempre algo mal, nada é perfeito nem nunca vai ser, a própria definição de perfeição é imperfeita, porque não se pode definir algo que não existe, nada é nem nunca será perfeito, pelo menos no olhar de um ser humano, porque ninguém é capaz de ver só virtudes no outro, nem mesmo os apaixonados como se costuma dizer, porque o amor pode até ser cego, mas nunca será surdo e mudo em simultâneo. Aproveitemos então tudo o que há de bom, em vez de passarmos a vida a queixar-mo-nos do que é mau. Sejamos felizes!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Obrigado
Eu prometo que vou dar o meu melhor, prometo que vou ser a melhor pessoa que consiga, só quero de uma vez por todas aproveitar a oportunidade que me faltava, obrigado por passares por cima do quanto te magoei, do quanto errei contigo, obrigado.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Futsal
Quero voltar a isso rapidamente, a todas aquelas horas que muita gente considera como desperdiçadas por um conjunto de doidinhos a correr atrás de um objecto esférico e a "empurrá-la" como se disso a vida deles dependesse, a todo aquele esforço em dar sempre o melhor em cada situação, a cada segundo para que todos os dias ficar um pouco que seja melhor, quero as parvoíces de balneário entre amigos, onde se contam e se falam das coisas mais inimagináveis do mundo, que naquele momento se criam e que só o desporto em si permite que aconteçam, quero o apoio dos colegas, a amizade, os laços que se criam, quero continuar a aprender mais e mais para conseguir ser o melhor que conseguir, superar expectativas, superar medos e demonstrar aos outros a alma que há em mim. Nem me importo de levar na cabeça pelos erros que cometo, não me importo que gritem por ter errado, porque sei que é o que é preciso para se melhorar, sei que é isso que me vai fazer superar o que já consegui até hoje, surpreender-me a mim próprio como já tanta vez aconteceu. Apesar desta época que passou não ter sido propriamente um sonho, muito pelo contrário, acredito que serviu para aprender que nem tudo é um mar de rosas, nem sempre o talento supera as condições fisicas e psicologicas necessárias para darmos o nosso melhor, acredito que este ano tenha realmente entendido o que é lutar realmente por algo, ter as coisas a correr mal e mesmo assim nunca desistir, de tudo o que correu mal, se há algo que aprendi foi que toda a gente tem fases más, e a primeira pessoa que pode fazer com que isso mude somos nós próprios, temos de aprender a confiar em nós e nas nossas capacidades, mas ao mesmo tempo sermos humildes para que o excesso de confiança não seja o nosso maior inimigo. Aprendi que não há ninguém invencível, que a teoria nunca irá ser superior à prática porque o que mais importa é o querer, o quanto se quer determinado objectivo, quando tudo isso corre bem, aí sim o talento vem à superfície e é aí que conseguimos mostrar o nosso melhor. Que como em tudo na vida, aquilo que mais importa é o nosso coração, o quanto queremos as coisas, o não desistir dos objectivos que traçamos, sem tentar nunca vamos alcançar nada. É graças ao futsal que aprendi o que é amizade criada por um objectivo em comum, é também graças ao futsal que atingi com os meus colegas talvez o momento mais feliz da minha vida, ou pelo menos aquele que me fez sentir verdadeiramente orgulhoso daquilo que sou, e das coisas que sou capaz, só tenho a agradecer por poder praticar o que mais gosto e com os melhores amigos a meu lado, fiz grandes amizades até hoje por isso e espero fazer ainda mais, espero continuar a aprender e a tornar-me cada vez melhor, para poder demonstrar tudo aquilo que sou capaz, tudo aquilo para que eu trabalhei durante 9 anos da minha vida e que muito tem custado a alcançar. O certo é que todo o esforço é recompensado com as pessoas certas ao nosso lado, com os melhores amigos, colegas e companheiros que se pode ter. Obrigado por fazeres de mim uma melhor pessoa, por me fazeres acreditar que tudo é possível e por acima de tudo por manteres os meus sonhos em aberto e deixando-me dependendo apenas de mim para os alcançar, prometo que vou fazer os possiveis e impossíveis para fazer o melhor que conseguir. Muito Obrigado.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Obstáculos
Quando quiseres fazer algo, faz, se for realmente aquilo que tu queres então não fujas a isso, corajosos são aqueles que têm mais medo, mas que ao mesmo tempo são aqueles que mais os querem ultrapassar porque sim, a coragem não é ausência de medo, simplesmente a força para o ultrapassar acima de tudo. Ao mesmo tempo tem também a noção do tempo em que deves desistir, simplesmente há coisas que não foram feitas para acontecer e se mesmo depois de todos os teus esforços não conseguires, é porque possivelmente insistir no assunto só te vai magoar ainda mais e isso, não é desistir, é ser-se inteligente, porque desistir é ter algo por fazer, não dar o nosso melhor para ter algo, enquanto ser-se inteligente é jogarmos com as nossas qualidades e defeitos de maneira a que tiremos o melhor partido das situações. Mede sempre as tuas capacidades consoante a situação e age conforme o teu coração mandar, mas tem sempre em atenção, o mais sábio é aquele que nas maiores adversidades consegue sempre ultrapassar tudo. Quando encontrares obstáculos na tua vida, destrói-os totalmente, nunca se sabe quando é que os ultrapassados podem voltar a meter-se entre ti e a tua meta, confia em ti, defende-te daquilo que faz mal, mas acima de tudo usa o teu cérebro, o teu coração, as coisas que tu gostas, as pessoas que te fazem realmente feliz, porque de certeza que com o melhor de ti a teu lado, vão estar destinadas grandes coisas. Até a pessoa mais discreta do mundo pode-se tornar à minima oportunidade, um ícone para alguém, e acima de tudo lembra-te, muitas vezes as melhores pessoas, são aquelas que mesmo tentam parecer, dá valor às pequenas atitudes, a todas as pequenas coisas boas da vida e com certeza vais descobrir quem e o que é que fará feliz.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Saudade
Não há nada para dizer, nada para escrever porque no fundo não há nada que tenha mais significado, tudo está vazio, nada tem sentido e caminhamos para algo que não existe. No entanto, tanta coisa fica por dizer, tanta coisa fica por fazer... Ficam imensas oportunidades desperdiçadas, imensos momentos nunca aconteceram e provavelmente nunca mais acontecerão... Tanto para dizer e no entanto nada que seja para ser dito realmente, porque tudo é nada e nada é tudo, portanto afinal o que é nada e tudo? nada e tudo, nunca e sempre, não passam de palavras que realmente NUNCA têm significado, porque SEMPRE que tentas utilizá-las na tua vida, a única coisa que consegues concluir é que NADA tem verdadeiramente uma razão porque TUDO é relativo... Oportunidades vêm e vão, e enquanto vais desperdiçando aquilo que te é dado, mais oportunidades se perdem com o tempo, nunca fui alguém de acreditar em segundas oportunidades, mas gostava de por uma vez na vida ter uma segunda oportunidade de algo, que me deixassem mostrar que realmente sou algo de valor. À medida que cresço só me apercebo que frases como "o bom vence o mal", "o amor vencerá" e "a justiça tarda mas chega" não passam de falsas esperanças para a maioria das pessoas, porque a sorte verdadeira não toca a todos, é claro que quando se sabe aproveitar o que se é dado tudo se torna mais fácil. Mas simplesmente quando se desperdiça tanta oportunidade porque não nos soubemos preparar para o que vinha, mais facilmente nunca te vais preparar realmente, porque a pressa é inimiga da perfeição e a maior questão é que quanto mais frustrado, mais desesperado, mais intermitente se está, mais se erra. Preciso de alguém que me saiba abrir os olhos, alguém que tenha força por mim porque sinceramente já não sei quando estou a agir bem ou mal, já não sei nada. Sei quem sou, sei como sou, mas já não me sei reflectir naquilo que faço, o meu "eu" no passado teria destruído todos os obstáculos e teria perseguido o que queria, teria resistido a tudo e teria ido à luta, mas agora... agora simplesmente não há vontade, a chama apagou-se e quanto mais procuro alguém que me volte a acender essa chama menos encontro e mais me afasto de quem sou, ou pelo menos de quem era. Só quero voltar a ter a força para mover-me a mim e a todos os que gosto, só quero voltar a ser eu, ser quem sei que sou. Tenho saudades minhas. Tenho saudades do verdadeiro.
quarta-feira, 13 de março de 2013
"Deixa"
Deixa o mundo girar, deixa tudo levar o ritmo que tiver de levar, deixa as coisas acontecerem, não te precipites, simplesmente sê tu próprio, a primeira pessoa que vai estar sempre lá és tu mesmo, não os outros, porque ninguém nunca vai gostar mais que tu estejas bem que tu próprio e se isso acontecer, nunca ninguém vai gostar mais de ti que tu mesmo. Faz sempre o que é mais correcto para ti, não o que é mais correcto para os outros, a tua felicidade está primeiro e só irás fazer alguém feliz no dia em que tu te sentires bem contigo próprio. Não caias no erro de pôr os interesses de outro, à frente dos teus, porque nunca sabes quais são realmente as intenções das outras pessoas, tudo muda, o teu próprio pensamento muda, quanto mais o de todas as outras pessoas no mundo, interessa-te primeiro por aquilo que a ti te agrada, com o tempo vais ver que o resultado será positivo, basta esperar, nada no mundo é eterno, nem mesmo a tristeza, basta procurares felicidade nas pequenas coisas e vais ver que tudo vai correr melhor. Sê quem queres ser, luta por tudo, dá o teu melhor porque quem dá o seu melhor a mais não é obrigado, o primeiro passo para a felicidade é teres a consciência tranquila, deixa de te culpar por tudo o que de mau acontece, vives em sociedade, dependes muito de ti, mas os outros também têm influência e por vezes são mesmo os outros que te fazem mal, luta por ti acima de tudo, faz tudo por ti acima de tudo. Ninguém deve gostar mais de ti que tu mesmo.
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