segunda-feira, 18 de novembro de 2013

vida

Ao longo da vida, à medida que crescemos, vamos percebendo que a cada dia que passa, é menos um dia para viver, menos um dia que teremos para estar com as pessoas que realmente amamos, e será que esse simples facto não deveria ser mais que suficiente para em vez de nos preocuparmos com coisas fúteis, começarmos a pensar em viver da maneira mais prática de forma a que possamos passar todos os segundos da melhor forma com as pessoas que amamos. No fundo esse pensamento deveria permanecer connosco em todos esses mesmos segundos, porque mesmo que não pensemos nisso constantemente, para morrer basta estar vivo, e nada nesta vida dura para sempre e as pessoas não são excepção, a verdade é que na maior parte das vezes preocupamo-nos realmente quando nos sentimos apertados, ou se vimos as coisas a fugir de nós, e não damos valor ao que temos, a quem está ao nosso lado, que com tão pouco nos pode dar tanto pelo simples facto de existir e sim, a qualquer momento as pessoas podem desaparecer, assim, tão rápido como um simples piscar de olhos e depois de partirem, de nada vale pensar naquilo que se podia ter feito porque na verdade o passado nunca irá passar de simples memórias que a maior parte de nós revê milhões de vezes na esperança dos repetir, mas sabendo que isso nunca vai acontecer. 
Quem passa por experiências de acontecimentos que poderiam muito bem tirar a vida a pessoas de quem  nós gostamos, sabe bem o que é chorar pelo quase, pelo facto de quase termos perdido alguém que amamos, tem portanto a noção do que é a dor e o medo de quase perder alguém e com isto pode imaginar bem o sofrimento que será quando o momento em que alguém dessas pessoas irá acontecer. Amar alguém não é algo fácil, os sentimentos têm coisas boas e más, mas precisamente por ser algo difícil é que nós deveríamos guardá-los de uma forma mais determinada, quantos de nós é que não perderam alguém porque achavam que simplesmente as coisas não poderiam sair do nosso controlo? Quem nunca partiu do princípio que tinha algo que amava adquirido, e há conta disso fez com que lentamente a pessoa se afastasse? Na verdade o mais fácil é sobreviver, mas deveríamos era querer viver, viver juntos daqueles que amamos, das pessoas que nos amam e que nos mais pequenos pormenores demonstram toda a importância que têm na nossa vida. Mas não, vivemos como se o dia de amanhã estivesse certo, mas a verdade é que o dia de amanhã não está certo, não sabemos se teremos mais algum e portanto deveríamos querer aproveitá-lo ao máximo, óbvio que nós nunca queremos acreditar que o amanhã vai ser o último, fazemos planos para um futuro que realmente não sabemos se vai existir, na verdade o melhor seria aproveitar cada dia para tentar darmos o melhor de nós para que pelo menos, mesmo que depois de não estarmos cá e na eventualidade de não irmos para o céu como nos fazem querer e ficar cá a "olhar por alguém", as pessoas que faziam parte da nossa vida por gosto possam dizer que têm real orgulho na pessoa que fomos, no que partilharam connosco e que se orgulham em poder viver com uma memória de alguém que mudou a vida delas. 
A morte é uma realidade, um acontecimento como qualquer outro no sentido de haver possibilidade, obviamente que é um acontecimento cuja gravidade não tem remédio, é um acontecimento impossível de ser impossibilitado, passo a redundância, acho que é importante sermos capazes de falar da morte como uma possibilidade, porque o é, e de nada vale tentarmos fugir do inevitável, não é por querermos fugir de algo, que isso não nos poderá apanhar, nem que seja desprevenidos sem darmos por isso, aliás, quando acontece, raramente estamos à espera, em casos muito raros isso acontece. Viver devia ser uma benção, amar deveria ser um privilégio preservado.

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