terça-feira, 10 de dezembro de 2013
9
Vêm-se pessoas a gozar com coisas sérias, sem pensar o quanto conseguem magoar as outras pessoas, humanos, tal e qual como elas, que passam exactamente pelo mesmo apenas porque a sociedade está mergulhada no egoísmo, é actualmente praticamente cada um por si só, as coisas que antigamente nos atribuíam a nossa humanidade, são hoje coisas que nos separam de sermos humanos. Não deveria a nossa felicidade ser utilizada para criar a felicidade dos outros? Tal e qual como tudo na vida, o bom traz coisas boas, o mau traz coisas más, talvez se estivéssemos a remar todos no mesmo barco a que alguém se lembrou um dia de dar o nome de vida, talvez tudo melhorasse, talvez tudo aquilo de que nos queixamos neste momento não existisse. É certo, acusar os outros é sempre mais fácil de admitir os nossos erros, culpar outros por algo que é nossa culpa é o que realmente causa o mal, é por isso que tudo chega ao ponto que tem chegado, a definição de relacionamento entre pessoas (seja através de amor, amizade ou até apenas por causa do trabalho), aquilo para que o ser humano foi feito, está a ser destruído a cada dia que passa, através das contínuas atitudes egoístas e egocêntricas que todos nós sem excepção tomamos. Talvez em vez de nos queixarmos de todo o mal, devêssemos realmente fazer algo para que isso mude, porque no fundo, nós somos sempre quem sabe melhor como realmente somos, todas as virtudes, todos os defeitos, tudo aquilo em que fazemos a diferença pelo lado positivo, tudo aquilo para que não somos realmente dotados para realizar positivamente. A comunicação é, e sempre será aquilo que resolverá os problemas, mas enquanto for mais fácil fugir aos problemas, deixar acumular tudo aquilo que não queremos no fundo que seja verdade, dificilmente algo vai melhorar, e muito provavelmente só vai levar realmente a que as coisas continuem a pior, e se se fizesse realmente algo em relação àquilo que achamos que está mal em vez de passarmos a vida inteira a queixar-nos de coisas que são no fundo culpa do ser humano? Em várias ocasiões o ser humano já conseguiu provar que em conjunto, a trabalhar para uma necessidade de todos, algo que realmente é importante para todos, consegue fazer coisas extraordinárias, coisas que ainda hoje não deixam de nos surpreender, e por vezes a mais simples das acções é o suficiente para mudar a vida de uma comunidade. O melhor então é mesmo sermos realmente humanos, e em vez de querermos estar melhor que os outros, devemos então querer que ninguém esteja pior que ninguém, para acabar com as diferenças que são criadas na mente, quando na realidade somos todos iguais, apenas distinguidos por pequenas características que nos dão a nossa própria humanidade.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
8
Realmente há coisas que já começam a ser frustrantes nas pessoas, como é que é possível ser-se tão repetitivo, continuar a repetir os mesmos erros e ainda assim ter a lata para se queixarem. Não dá mesmo para entender o que se passa na cabeça das pessoas, todos os dias, a toda a hora passam a vida a queixar-se de coisas que se não fosse por burrice própria, nunca aconteceriam na vida, uma coisa é falarmos de acidentes ou doenças, coisas que são inevitáveis na medida em que nunca sabemos quando é que podem acontecer, mas fazerem erros infantis e por culpa própria e passarem a vida a culpar essa mesma vida, isso meus amigos, não têm um mínimo de sentido, por favor, ganhem um pouco de juízo nessa cabeça, não nascemos com um cérebro para fazer peso e muito menos para enfeitar, se em vez de se armarem em "vida loka" se preocupassem um bocado em pensar nas consequências dos actos que têm, se calhar não precisavam de passar a vida a choramingar sobre coisas que são única e exclusivamente culpa vossa, têm de aprender que há uma diferença entre desabafar e simplesmente ser um mártir, é impossível uma pessoa estar constantemente infeliz, há sempre momentos de felicidade, por muito pequenos que sejam, a questão é que a maior parte das pessoas está tão preocupada em fazer-se de coitada que em vez de viverem, lamentam-se.
Mas será que não tiveram educação? É preciso ensinar-vos que não vivem sozinhos no mundo e como tal têm de se comportar como uma pessoa numa sociedade e não como um, "eu, eu, eu, eu e eu"? Como se costuma dizer na gíria "manquem-se" meus amigos, a altura em que os pai'zinhos vos limpavam a boca e os dejectos já passou, chegaram a uma idade em que já não há desculpa de serem dependentes de ninguém, até porque passam a vida a tentar agir como se fossem donos e senhores não só de si mesmos, como de tudo o que vos rodeia. O problema acaba por ser mesmo esse, estão tão mal habituados a que vos limpem toda a merda que fazem, que assim que se vêm numa situação onde precisam de se safar sozinhos, "tremem que nem varas verdes", se querem tanto essa vossa independência e autonomia, percebam que com essa vem a responsabilidade e comecem-se a aperceber que o "mundo cor-de-rosa" que vos pintaram enquanto eram crianças, não existe, vocês vivem num mundo a preto e branco onde têm de encontrar os tons de cinzento que equilibram a vossa vida, chegou o dia em que têm de começar a perceber que as coisas mudam todos os dias e problemas novos surgem também todos os dias e vocês não os vão conseguir resolver de um momento para o outro como nos desenhos animados. Admito até que a culpa não seja vossa, mas sim das pessoas que vos educaram e da maneira como apresentaram a vida para vocês, nós humanos devíamos era ter uma educação como a que é dada aos animais, os progenitores cuidam de nós até termos um mínimo de capacidades e depois deveríamos ser lançados ao mundo, sendo expostos aos perigos, para que possamos ter uma noção daquilo que nos espera e assim possamo-nos adaptar.
Torna-se realmente cansativo ouvir gente a queixar-se que a vida não corre bem, quando passam a vida sentados num sofá à espera que algo aconteça, pois bem meus amigos, acordem por favor! a vida é exactamente como a distância, se tiverem parados, nada muda, esqueçam mas é o "quem espera sempre alcança", ponham na vossa cabeça que quem faz por alguma coisa é que alcança, não é quem não faz nada para ter as coisas. Acham que metade das pessoas que têm sucesso no mundo, o têm porque as coisas lhes vieram parar aos pés? Talvez fosse melhor começarem a desenganar-se, o sucesso é fruto do trabalho, nunca da preguiça, e sim, não confundam paciência com preguiça, porque paciência é fazer algo e esperar que haja uma retribuição, preguiça é dormir no sofá a ver televisão, onde vêm programas que não interessa, sobre coisas que não interessam e que muito menos têm utilidade para a vida de alguém, por isso mesmo é que se chama entretenimento, e não estilo de vida. Começa a ser na minha opinião frustrante a quantidade de queixas que fazem, se a vida tivesse um muro de lamentações, já não havia vida para ninguém, há muito que tinha desabado com o peso de tantas "almas penadas".
Mas será que não tiveram educação? É preciso ensinar-vos que não vivem sozinhos no mundo e como tal têm de se comportar como uma pessoa numa sociedade e não como um, "eu, eu, eu, eu e eu"? Como se costuma dizer na gíria "manquem-se" meus amigos, a altura em que os pai'zinhos vos limpavam a boca e os dejectos já passou, chegaram a uma idade em que já não há desculpa de serem dependentes de ninguém, até porque passam a vida a tentar agir como se fossem donos e senhores não só de si mesmos, como de tudo o que vos rodeia. O problema acaba por ser mesmo esse, estão tão mal habituados a que vos limpem toda a merda que fazem, que assim que se vêm numa situação onde precisam de se safar sozinhos, "tremem que nem varas verdes", se querem tanto essa vossa independência e autonomia, percebam que com essa vem a responsabilidade e comecem-se a aperceber que o "mundo cor-de-rosa" que vos pintaram enquanto eram crianças, não existe, vocês vivem num mundo a preto e branco onde têm de encontrar os tons de cinzento que equilibram a vossa vida, chegou o dia em que têm de começar a perceber que as coisas mudam todos os dias e problemas novos surgem também todos os dias e vocês não os vão conseguir resolver de um momento para o outro como nos desenhos animados. Admito até que a culpa não seja vossa, mas sim das pessoas que vos educaram e da maneira como apresentaram a vida para vocês, nós humanos devíamos era ter uma educação como a que é dada aos animais, os progenitores cuidam de nós até termos um mínimo de capacidades e depois deveríamos ser lançados ao mundo, sendo expostos aos perigos, para que possamos ter uma noção daquilo que nos espera e assim possamo-nos adaptar.
Torna-se realmente cansativo ouvir gente a queixar-se que a vida não corre bem, quando passam a vida sentados num sofá à espera que algo aconteça, pois bem meus amigos, acordem por favor! a vida é exactamente como a distância, se tiverem parados, nada muda, esqueçam mas é o "quem espera sempre alcança", ponham na vossa cabeça que quem faz por alguma coisa é que alcança, não é quem não faz nada para ter as coisas. Acham que metade das pessoas que têm sucesso no mundo, o têm porque as coisas lhes vieram parar aos pés? Talvez fosse melhor começarem a desenganar-se, o sucesso é fruto do trabalho, nunca da preguiça, e sim, não confundam paciência com preguiça, porque paciência é fazer algo e esperar que haja uma retribuição, preguiça é dormir no sofá a ver televisão, onde vêm programas que não interessa, sobre coisas que não interessam e que muito menos têm utilidade para a vida de alguém, por isso mesmo é que se chama entretenimento, e não estilo de vida. Começa a ser na minha opinião frustrante a quantidade de queixas que fazem, se a vida tivesse um muro de lamentações, já não havia vida para ninguém, há muito que tinha desabado com o peso de tantas "almas penadas".
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Presos
Na vida, não podemos querer seguir com ela, se estivermos presos ao que vem atrás, é exactamente como se estivessemos presos a uma corda, e a corda tem um determinado comprimento, ou seja, vai chegar a uma altura em que essa vai esticar o máximo, e a partir daí, o único caminho é para trás, e assim é com a vida também, se insistirmos em estar presos ao passado, vamos reparar mais tarde ou mais cedo que nunca vamos conseguir prosseguir para um futuro, o presente torna-se o nosso limite de corda, e não nos podemos esquecer que o presente de hoje, é o passado de amanhã. Para pensar no futuro, temos de nos desprender da corda do passado, e muito do problema está aí, nós queremos andar para a frente e podemos até pensar para a frente, mas é como se a nossa mente andasse numa passadeira de ginásio, efectivamente estamos a caminhar em frente, mas parados no mesmo sítio, não chega querer separar-mo-nos do passado, temos de quebrar a nossa barreira mental que nos faz tornar todos os presentes num passado, e durante a vida, passamos muito tempo a fugir aos assuntos, a evitar tocar neles, como se estivessemos a dar voltas infinitas a uma rotunda, sem nunca saber por que saída ir, o pior que podemos fazer é tentar criar um futuro com bases num passado, cada dia é um dia novo, a vida é contínua, ela encarrega-se de fazer com que as coisas não desapareçam de um dia para o outro naturalmente, não é realmente necessário que estejamos sempre a pensar no que se passou, no que fizemos, no que poderíamos ter feito, os erros do passado servem para fazer os acertos do futuro.
Obviamente que é muito fácil falar, mas quando estamos presos ao passado, só há duas maneiras de sair dele, ou encontramos alguém que é capaz de se esforçar por nós e tentar fazer-nos ver que o caminho é para a frente, ou então somos suficientemente fortes para conseguir quebrar o que nos prende, pessoalmente, acho que quando nos prendemos ao passado, prendemo-nos principalmente a pessoas e não a momentos em específico, porque o que sentimos pelas pessoas, é sempre mais forte do que aquilo que sentimos pelos momentos, quando ouço dizer "não tenho saudades de tal pessoa, mas sim do que passei por ela" acho que as pessoas estão a tentar convencer-se disso, quando na verdade, esse momento só teve essa importância, pelo impacto que a pessoa com quem o partilhámos teve em nós, estejamos a falar de amor ou de amizade, por alguma razão raramente choramos quando um momento acaba, porque sabemos que esse momento até poderá eventualmente repetir-se, com mais ou menos qualidade, mas a verdade é que quando perdemos alguém importante por nós, a tristeza absorve-nos, porque sabemos que com o desaparecimento dessa pessoa, já não há volta a dar, tudo o que foi de bom com ela e tudo o que poderia ser no futuro bom com ela, não passam de memórias e no segundo caso de sonhos, e apesar de recordar ser viver e o sonho comandar a vida, aquilo que nos causa maior satisfação, não são as coisas que nos lembramos ou aquilo que desejamos que aconteça, mas sim aquilo que efectivamente acontece.
Tenho medo de ficar agarrado ao passado, recuso-me a ser um prisioneiro de memórias, por muito boas que elas tenham sido, geralmente quando encontramos e temos algo muito bom, habituamo-nos a isso e depois temos muitas dificuldades em satisfazer-mo-nos com pouco e tenho medo, tenho medo de durante a minha vida não encontrar nada melhor para mim do que encontrei no passado, é verdade que nada é igual e cada coisa tem as suas características, mas também é verdade que diferentes coisas, diferentes intensidades mas muitas vezes estamos tão focados e cegos em relação ao que bom foi, que simplesmente ainda que inconscientemente, acabemos por desprezar algo novo e isso nota-se principalmente quando se trata de ter algo novo, pois esquecemo-nos que para algo se tornar fantástico, tem de ter começado por algum lado, as coisas, os sentimentos, não aparecem miraculosamente, nunca vamos conhecer alguém num dia e no dia a seguir sentir uma enorme empatia com ela. O amor, por exemplo, para se criar amor, é preciso haver primeiro paixão, e antes da paixão, amizade e antes da amizade, tomar um pequeno conhecimento em relação a alguém, o ser humano também aprende um pouco a gostar, por vezes determinadas características, no abstracto não nos parecem interessantes, mas no momento em que começamos a viver e lidar com elas, podemos criar uma empatia que nos faz sentir ligados a essas, por mais opostas às nossas características que elas possam ser.
Sinceramente, acho que tanto podemos criar empatia por algo semelhante aos nossos ideais porque nos sentimos ligados, e também podemos criar empatia por algo completamente oposto às nossas ideias pela sensação de aventura, mistério por algo desconhecido, que geralmente cria interesse, que dá pelo nome de curiosidade.
É difícil andar para a frente, quando tudo nos puxa para trás, mas a verdade é que se quisermos realmente viver e aproveitar cada dia como se fosse o último, temos de nos abstrair do passado, deixar o nosso inconsciente pensar no que se passou e nós próprios, conscientemente, pensarmos e criarmos o que está para vir.
Obviamente que é muito fácil falar, mas quando estamos presos ao passado, só há duas maneiras de sair dele, ou encontramos alguém que é capaz de se esforçar por nós e tentar fazer-nos ver que o caminho é para a frente, ou então somos suficientemente fortes para conseguir quebrar o que nos prende, pessoalmente, acho que quando nos prendemos ao passado, prendemo-nos principalmente a pessoas e não a momentos em específico, porque o que sentimos pelas pessoas, é sempre mais forte do que aquilo que sentimos pelos momentos, quando ouço dizer "não tenho saudades de tal pessoa, mas sim do que passei por ela" acho que as pessoas estão a tentar convencer-se disso, quando na verdade, esse momento só teve essa importância, pelo impacto que a pessoa com quem o partilhámos teve em nós, estejamos a falar de amor ou de amizade, por alguma razão raramente choramos quando um momento acaba, porque sabemos que esse momento até poderá eventualmente repetir-se, com mais ou menos qualidade, mas a verdade é que quando perdemos alguém importante por nós, a tristeza absorve-nos, porque sabemos que com o desaparecimento dessa pessoa, já não há volta a dar, tudo o que foi de bom com ela e tudo o que poderia ser no futuro bom com ela, não passam de memórias e no segundo caso de sonhos, e apesar de recordar ser viver e o sonho comandar a vida, aquilo que nos causa maior satisfação, não são as coisas que nos lembramos ou aquilo que desejamos que aconteça, mas sim aquilo que efectivamente acontece.
Tenho medo de ficar agarrado ao passado, recuso-me a ser um prisioneiro de memórias, por muito boas que elas tenham sido, geralmente quando encontramos e temos algo muito bom, habituamo-nos a isso e depois temos muitas dificuldades em satisfazer-mo-nos com pouco e tenho medo, tenho medo de durante a minha vida não encontrar nada melhor para mim do que encontrei no passado, é verdade que nada é igual e cada coisa tem as suas características, mas também é verdade que diferentes coisas, diferentes intensidades mas muitas vezes estamos tão focados e cegos em relação ao que bom foi, que simplesmente ainda que inconscientemente, acabemos por desprezar algo novo e isso nota-se principalmente quando se trata de ter algo novo, pois esquecemo-nos que para algo se tornar fantástico, tem de ter começado por algum lado, as coisas, os sentimentos, não aparecem miraculosamente, nunca vamos conhecer alguém num dia e no dia a seguir sentir uma enorme empatia com ela. O amor, por exemplo, para se criar amor, é preciso haver primeiro paixão, e antes da paixão, amizade e antes da amizade, tomar um pequeno conhecimento em relação a alguém, o ser humano também aprende um pouco a gostar, por vezes determinadas características, no abstracto não nos parecem interessantes, mas no momento em que começamos a viver e lidar com elas, podemos criar uma empatia que nos faz sentir ligados a essas, por mais opostas às nossas características que elas possam ser.
Sinceramente, acho que tanto podemos criar empatia por algo semelhante aos nossos ideais porque nos sentimos ligados, e também podemos criar empatia por algo completamente oposto às nossas ideias pela sensação de aventura, mistério por algo desconhecido, que geralmente cria interesse, que dá pelo nome de curiosidade.
É difícil andar para a frente, quando tudo nos puxa para trás, mas a verdade é que se quisermos realmente viver e aproveitar cada dia como se fosse o último, temos de nos abstrair do passado, deixar o nosso inconsciente pensar no que se passou e nós próprios, conscientemente, pensarmos e criarmos o que está para vir.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Destino
Alguma vez nos perguntámos porque é que o tempo passa tão rápido quando estamos a fazer algo que gostamos e quando estamos a fazer algo que não gostamos, parece que um minuto tem muito mais que sessenta segundos e que esses minutos prolongados simplesmente passam com toda a calma do mundo? Como é óbvio o tempo não muda consoante gostamos ou não de algo, um minuto terá sempre sessenta segundos, uma hora terá sempre sessenta minutos, um dia terá sempre vinte e quatro horas, o relógio que muda é o da nossa mente, se estivermos descontraídos, não damos pelo tempo passar, se estivermos ansiosos, vamos contar todos os segundos. Não terá isto muito a dizer em relação à felicidade? Bem, a meu ver e quanto mais vou crescendo, me apercebo ou pelo menos tenho vindo a crer que cada simples coisa que acontece, está dependente de outra simples coisa passada, e entramos assim num ciclo vicioso, portanto não quererá esta mudança psicológica que nos faz iludir em relação à velocidade temporal, querer dizer que devemos aproveitar todos os simples momentos que nos fazem pôr um sorriso na cara?
Talvez o tempo seja só mais uma razão escondida, um motivo escancarado à nossa frente que nós não vemos, para que passemos a vida a procurar aquilo que nos faz sentir bem em vez de continuarmos a dar tanto ênfase às coisas más da vida, eu não sou por natureza uma pessoa crente, mas realmente começo a pensar que a nossa vida está ligada a um destino, mas destino esse que não está traçado quando nascemos, a definição desse está cada vez mais clara na minha cabeça, destino é o resultado das escolhas que fazemos, escolhas essas que resultam em acontecimentos, acontecimentos esses que nos vão fazer novamente escolher e ter pela frente outros acontecimentos, e entramos outra vez num ciclo vicioso.
Pensemos num simples exemplo que será muito elucidativo sobre aquilo que eu quero dizer, quando uma pessoa estando em casa, sentada no sofá, se escolhe levantar e por mero acaso tropeça e magoa-se, ora então, isto é o destino para mim, fizemos uma escolha e essa fez resultar num acontecimento que provavelmente não teria acontecido se a escolha tivesse sido diferente, e esse acontecimento neste caso vai limitar futuras escolhas, a questão é que não sabemos se o facto de nos termos magoado nesse momento, não será um acontecimento menos grave do que o que podia ter sido, se tivéssemos optado por uma escolha diferente.
Ora então onde eu quero chegar é que o destino é na minha opinião limitado pelas nossas escolhas, mas no fundo, nunca sabemos se essas escolhas serão as mais acertadas, e penso que é isso que distingue um pouco as pessoas, há pessoas que têm uma maior perspicácia para entender quais serão as escolhas que provavelmente serão melhores para elas do que outras, mas isso também não quer dizer que um individuo que faça as coisas sem pensar, não possa acertar mais que um que é mais ponderado e pensativo. Basicamente, a nossa mente manda nas escolhas que fazemos, enquanto pessoas podemos escolher se desejamos entrar por um caminho bom ou mau, mas no fundo nunca sabemos se o nosso objectivo será ou não possível, porque por muito que façamos escolhas o destino tem acasos, há factores que são exteriores à nossa pessoa, e o mais importante factor externo, é que nós não vivemos sozinhos e tal como nós, muitas outras pessoas fazem escolhas que podem muito bem influenciar o nosso próprio destino, afinal, é mesmo isso que uma vida em sociedade é, um contacto com outros ideias, outras maneiras de pensar, a vida de uma pessoa é um pouco como um órgão do corpo humano, se formos um coração, somos muito importantes, mas se não tivermos os rins, o cérebro, o fígado, entre outros connosco, não seríamos suficientes, por muito importantes que sejamos, logo o que eu quero afirmar, é que nós somos um, mas vivemos porque estamos com mais.
A nossa vida não depende de nós, pelo menos apenas de nós, somos uma comunidade e temos de saber viver em comunidade, assim como os nossos órgãos também o têm de fazer, portanto não vale mesmo a pena tentarmos isolar-nos dos outros, porque no final de contas, precisamos deles para viver na nossa plenitude.
domingo, 1 de dezembro de 2013
7
A verdade é que a felicidade se baseia nas pequenas coisas, procuramos vê-la em grandes coisas, mas esquecemo-nos que a verdadeira não se baseia em nada do que nós vemos, felicidade é um conjunto de pequenas coisas que em seu conjunto acabam por se tornar num grande estado de satisfação, é por isso que na maior parte das pessoas, o sentimento predominante é a tristeza, e podemos constatar este facto se observarmos que a nossa tristeza está ligado ao facto do ser humano ter uma natural capacidade para entender e visualizar aquilo que lhe parece como negativo.
Se pensarmos bem, à primeira vista quando nos perguntam sobre um assunto, seja ele qual for, a nossa mente acaba por nos enganar fazendo com que os bons momentos sejam encobertos pelas más experiências. Por exemplo, quando terminamos uma relação geralmente temos tendência para pensar nas razões pelas quais essa relação terminou em vez de pensarmos nas coisas boas, nos sentimentos e atitudes que fizeram um dia com que nos apaixonássemos por aquela determinada pessoa e também aquilo que se passou de bom enquanto a história teve um desenvolvimento. Por alguma razão o nosso cérebro parece ter dois polos, assim como o mundo em que nos encontramos, mas neste caso temos um polo positivo e um polo negativo e surpreendentemente, ao contrário daquilo que seria desejável, o "campo magnético" do polo negativo parece atrair-nos com demasiada força, pelo menos comparativamente com o outro.
Se pensarmos bem, à primeira vista quando nos perguntam sobre um assunto, seja ele qual for, a nossa mente acaba por nos enganar fazendo com que os bons momentos sejam encobertos pelas más experiências. Por exemplo, quando terminamos uma relação geralmente temos tendência para pensar nas razões pelas quais essa relação terminou em vez de pensarmos nas coisas boas, nos sentimentos e atitudes que fizeram um dia com que nos apaixonássemos por aquela determinada pessoa e também aquilo que se passou de bom enquanto a história teve um desenvolvimento. Por alguma razão o nosso cérebro parece ter dois polos, assim como o mundo em que nos encontramos, mas neste caso temos um polo positivo e um polo negativo e surpreendentemente, ao contrário daquilo que seria desejável, o "campo magnético" do polo negativo parece atrair-nos com demasiada força, pelo menos comparativamente com o outro.
sábado, 23 de novembro de 2013
ambição
Ambicionar só está ao alcance de quem tem noção e agradece pelo pouco que tem, porque é através do pouco que conseguimos o muito, muito é um conjunto de poucos, como uma linha é um conjunto de pontos. Não vale a pena querer mais se não aceitarmos o pouco que temos, se não sabemos o básico, nunca teremos o complexo, assim como as formas geométricas, se não existir uma base o todo nunca se conseguirá aguentar. Ontem fui mau, hoje fiquei melhor, amanhã tornar-me-ei ainda melhor, é a ideia a reter, a perfeição não se atinge, mas o auge atinge-se e não será o auge a perfeição dentro das nossas imperfeições? Um dia todos os bons foram como nós, e ainda que algumas pessoas tenham sorte, a sorte não se tem simplesmente, a sorte também se procura, prefiro acreditar que o azar é a repreensão para a falta de procura da sorte, se queremos algo, devemos lutar por isso, haverão sempre obstáculos, o que nos diferencia é a capacidade de ultrapassar esses obstáculos, a força interior que simplesmente não nasce connosco, cria-se à medida que crescemos, o nosso psicológico é afectado pelos psicológicos que nos rodeiam, como se o nosso cérebro fosse um iman de energias, que ditam a nossa positividade.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
vida
Ao longo da vida, à medida que crescemos, vamos percebendo que a cada dia que passa, é menos um dia para viver, menos um dia que teremos para estar com as pessoas que realmente amamos, e será que esse simples facto não deveria ser mais que suficiente para em vez de nos preocuparmos com coisas fúteis, começarmos a pensar em viver da maneira mais prática de forma a que possamos passar todos os segundos da melhor forma com as pessoas que amamos. No fundo esse pensamento deveria permanecer connosco em todos esses mesmos segundos, porque mesmo que não pensemos nisso constantemente, para morrer basta estar vivo, e nada nesta vida dura para sempre e as pessoas não são excepção, a verdade é que na maior parte das vezes preocupamo-nos realmente quando nos sentimos apertados, ou se vimos as coisas a fugir de nós, e não damos valor ao que temos, a quem está ao nosso lado, que com tão pouco nos pode dar tanto pelo simples facto de existir e sim, a qualquer momento as pessoas podem desaparecer, assim, tão rápido como um simples piscar de olhos e depois de partirem, de nada vale pensar naquilo que se podia ter feito porque na verdade o passado nunca irá passar de simples memórias que a maior parte de nós revê milhões de vezes na esperança dos repetir, mas sabendo que isso nunca vai acontecer.
Quem passa por experiências de acontecimentos que poderiam muito bem tirar a vida a pessoas de quem nós gostamos, sabe bem o que é chorar pelo quase, pelo facto de quase termos perdido alguém que amamos, tem portanto a noção do que é a dor e o medo de quase perder alguém e com isto pode imaginar bem o sofrimento que será quando o momento em que alguém dessas pessoas irá acontecer. Amar alguém não é algo fácil, os sentimentos têm coisas boas e más, mas precisamente por ser algo difícil é que nós deveríamos guardá-los de uma forma mais determinada, quantos de nós é que não perderam alguém porque achavam que simplesmente as coisas não poderiam sair do nosso controlo? Quem nunca partiu do princípio que tinha algo que amava adquirido, e há conta disso fez com que lentamente a pessoa se afastasse? Na verdade o mais fácil é sobreviver, mas deveríamos era querer viver, viver juntos daqueles que amamos, das pessoas que nos amam e que nos mais pequenos pormenores demonstram toda a importância que têm na nossa vida. Mas não, vivemos como se o dia de amanhã estivesse certo, mas a verdade é que o dia de amanhã não está certo, não sabemos se teremos mais algum e portanto deveríamos querer aproveitá-lo ao máximo, óbvio que nós nunca queremos acreditar que o amanhã vai ser o último, fazemos planos para um futuro que realmente não sabemos se vai existir, na verdade o melhor seria aproveitar cada dia para tentar darmos o melhor de nós para que pelo menos, mesmo que depois de não estarmos cá e na eventualidade de não irmos para o céu como nos fazem querer e ficar cá a "olhar por alguém", as pessoas que faziam parte da nossa vida por gosto possam dizer que têm real orgulho na pessoa que fomos, no que partilharam connosco e que se orgulham em poder viver com uma memória de alguém que mudou a vida delas.
A morte é uma realidade, um acontecimento como qualquer outro no sentido de haver possibilidade, obviamente que é um acontecimento cuja gravidade não tem remédio, é um acontecimento impossível de ser impossibilitado, passo a redundância, acho que é importante sermos capazes de falar da morte como uma possibilidade, porque o é, e de nada vale tentarmos fugir do inevitável, não é por querermos fugir de algo, que isso não nos poderá apanhar, nem que seja desprevenidos sem darmos por isso, aliás, quando acontece, raramente estamos à espera, em casos muito raros isso acontece. Viver devia ser uma benção, amar deveria ser um privilégio preservado.
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