segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Destino

Alguma vez nos perguntámos porque é que o tempo passa tão rápido quando estamos a fazer algo que gostamos e quando estamos a fazer algo que não gostamos, parece que um minuto tem muito mais que sessenta segundos e que esses minutos prolongados simplesmente passam com toda a calma do mundo? Como é óbvio o tempo não muda consoante gostamos ou não de algo, um minuto terá sempre sessenta segundos, uma hora terá sempre sessenta minutos, um dia terá sempre vinte e quatro horas, o relógio que muda é o da nossa mente, se estivermos descontraídos, não damos pelo tempo passar, se estivermos ansiosos, vamos contar todos os segundos. Não terá isto muito a dizer em relação à felicidade? Bem, a meu ver e quanto mais vou crescendo, me apercebo ou pelo menos tenho vindo a crer que cada simples coisa que acontece, está dependente de outra simples coisa passada, e entramos assim num ciclo vicioso, portanto não quererá esta mudança psicológica que nos faz iludir em relação à velocidade temporal, querer dizer que devemos aproveitar todos os simples momentos que nos fazem pôr um sorriso na cara?
Talvez o tempo seja só mais uma razão escondida, um motivo escancarado à nossa frente que nós não vemos, para que passemos a vida a procurar aquilo que nos faz sentir bem em vez de continuarmos a dar tanto ênfase às coisas más da vida, eu não sou por natureza uma pessoa crente, mas realmente começo a pensar que a nossa vida está ligada a um destino, mas destino esse que não está traçado quando nascemos, a definição desse está cada vez mais clara na minha cabeça, destino é o resultado das escolhas que fazemos, escolhas essas que resultam em acontecimentos, acontecimentos esses que nos vão fazer novamente escolher e ter pela frente outros acontecimentos, e entramos outra vez num ciclo vicioso.
Pensemos num simples exemplo que será muito elucidativo sobre aquilo que eu quero dizer, quando uma pessoa estando em casa, sentada no sofá, se escolhe levantar e por mero acaso tropeça e magoa-se, ora então, isto é o destino para mim, fizemos uma escolha e essa fez resultar num acontecimento que provavelmente não teria acontecido se a escolha tivesse sido diferente, e esse acontecimento neste caso vai limitar futuras escolhas, a questão é que não sabemos se o facto de nos termos magoado nesse momento, não será um acontecimento menos grave do que o que podia ter sido, se tivéssemos optado por uma escolha diferente. 
Ora então onde eu quero chegar é que o destino é na minha opinião limitado pelas nossas escolhas, mas no fundo, nunca sabemos se essas escolhas serão as mais acertadas, e penso que é isso que distingue um pouco as pessoas, há pessoas que têm uma maior perspicácia para entender quais serão as escolhas que provavelmente serão melhores para elas do que outras, mas isso também não quer dizer que um individuo que faça as coisas sem pensar, não possa acertar mais que um que é mais ponderado e pensativo. Basicamente, a nossa mente manda nas escolhas que fazemos, enquanto pessoas podemos escolher se desejamos entrar por um caminho bom ou mau, mas no fundo nunca sabemos se o nosso objectivo será ou não possível, porque por muito que façamos escolhas o destino tem acasos, há factores que são exteriores à nossa pessoa, e o mais importante factor externo, é que nós não vivemos sozinhos e tal como nós, muitas outras pessoas fazem escolhas que podem muito bem influenciar o nosso próprio destino, afinal, é mesmo isso que uma vida em sociedade é, um contacto com outros ideias, outras maneiras de pensar, a vida de uma pessoa é um pouco como um órgão do corpo humano, se formos um coração, somos muito importantes, mas se não tivermos os rins, o cérebro, o fígado, entre outros connosco, não seríamos suficientes, por muito importantes que sejamos, logo o que eu quero afirmar, é que nós somos um, mas vivemos porque estamos com mais. 
A nossa vida não depende de nós, pelo menos apenas de nós, somos uma comunidade e temos de saber viver em comunidade, assim como os nossos órgãos também o têm de fazer, portanto não vale mesmo a pena tentarmos isolar-nos dos outros, porque no final de contas, precisamos deles para viver na nossa plenitude.

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