Em vez de querermos voltar ao passado devíamos querer causar coisas novas, ainda melhores, obviamente que essas poderão sempre ser comparadas com o passado, mas também sabemos que com o passar do tempo e com a sensação de saudade misturada aquilo porque passámos parece-nos sempre mais intenso do que no próprio momento, ou seja, aquilo que possamos fazer e experienciar agora, irá ter sempre um sentimento muito mais intenso no futuro porque sempre que nós sentimos a falta de algo, parece que as coisas foram ainda mais do que realmente foram naquele momento em que ocorreram.
Porque não então aproveitar todas as memórias e conhecimentos para criar outras experiências ainda melhores, experiências que sabemos que por muito que um dia nos possamos arrepender, naquele momento vão ser vividas de uma forma intensa, sabendo que no futuro, enquanto memória vão saber ainda melhor, ou pelo menos sentidas de outra forma.
O tempo é como lume para uma fogueira, se dermos um sentimento ao tempo, ele vai com a ajuda da saudade criar chamas enormes, chamas despoletadas por duas acendalhas naturais e que são na verdade incontroláveis, a saudade existe por causa do tempo, mas ao mesmo tempo é algo que complementa o tempo, para que nós acabemos por ter a noção do mesmo, quando as coisas nos marcam, é difícil que não saibamos quando realmente aconteceram, enquanto se forem coisas que simplesmente aconteceram, não vão passar de meras brasas ou mesmo cinzas que são tão perecíveis ao vento criado pelo passar do tempo.
Sentimos saudades daquilo que nos marcou, positiva ou negativamente, e cabe-nos a nós usar as nossas memórias positivas para criar momentos ainda mais positivos e as negativas para arranjarmos muros e barreiras que nos façam impedir de voltar a cometer os mesmos erros, errar é humano, errar é necessário, porque se nunca vamos fazer tudo bem, se soubermos que fazemos algo mal para nós ou para os outros uma vez, pode ser que sejamos capazes da próxima vez de não cometer o mesmo erro. "Quem nunca errou que atire a primeira pedra" sempre ouvi dizer, o curioso é que ainda que muitos não admitam, pessoalmente sabem que já o fizeram e mesmo que sejam do mais arrogante e egocêntrico que existe, todos têm uma consciência, consciência essa que os impedirá que criar um monte de pedras, a questão que diferencia as pessoas é a velocidade que a sua consciência tem de compreender que cometeu um erro, porque mais tarde ou mais cedo, essa vai sempre servir para abrir os olhos de quem não quer ver.
O que diferencia psicopatas ou sociopatas das outras pessoas ditas normais, é a sua consciência, que é quase inexistente, ou que pelo menos é totalmente rejeitada pelo cérebro, devido a factores externos. A verdade é que a meu ver, as pessoas são mesmo todas iguais e todas diferentes, e essa diferença reside na competência, todos à partida têm capacidade de fazer algo, mas o que nos difere uns dos outros é a vontade, a luta, o trabalho, a perseverança, a determinação em atingir os objectivos, logo a partir do dito momento em que nos lembramos de ser gente, a partir do momento em que temos uma consciência.
Assim, a única coisa que nunca iremos conseguir controlar totalmente é o tempo, esse manda em tudo o resto porque se o nosso cérebro é o que nos define, o tempo é o que define o cérebro, tempo é maturidade, é desenvolvimento, ou seja, a vida é tempo, nascemos quando este começa a contar, morremos quando ele acaba.
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