Amor, o que é o amor? Boa pergunta essa, só é pena que não haja uma resposta definida, ou que pelo menos não seja algo que se defina facilmente.
Em primeiro lugar há muitos tipos de amor, amor de família, amor de amigos, amor de namorados, amor por algo que gostamos de fazer, amor por um objecto ou um animal, mas apesar disso quando ouvimos esta palavra, pensamos sempre em alguém, geralmente alguém com quem queremos ou queríamos partilhar esse sentimento.
Amar é a melhor e a pior coisa do mundo, é o que nos faz sentir felizes e o que nos faz sentir tristes, é aquilo que nos faz o dia e que o mata também, das únicas coisas que tem o poder de construir e destruir ao mesmo tempo, de melhorar e piorar, e no fundo é isso mesmo que faz, à medida que nos apaixonamos por alguém, vamos criando expectativas em relação a essa pessoa e também em relação a tudo o que a rodeia e o pior é quando nos apercebemos que todas essas expectativas que criamos, não passavam de falsas esperanças, que o amor é cego, surdo e mudo, e que um dia tudo acaba por nos fazer desacreditar nele. O amor assim como tudo neste mundo, não é eterno, e tem sempre um fim, é pena é que já raramente esse fim chegue quando a vida das pessoas chega ao fim também, curioso que o valor do amor se venha a perder também ao ritmo que a nossa sociedade se perde, amar exige trabalho, exige esforço e dedicação de ambas as partes, não é simplesmente ver uma imagem de perfeição no outro e esperar que essa não se vá degradando com o tempo, podemos estabelecer um paralelismo entre o amor e uma obra de arte, em ambos, se não cuidarmos daquilo que temos, mais tarde ou mais cedo ela se vai degradar, à semelhança de uma estátua que sujeita ao ar livre e às ameaças que tem acaba por enferrujar e num certo ponto cair, partir-se e resultar na destruição de algo belo que acabou por se danificar devido à falta de cuidados.
A culpa disto é dos nossos antepassados recentes e mesmo dos nossos pais que com o evoluir dos tempos nos vêm estendendo uma passadeira vermelha, protegendo-nos de todas as adversidades e criando assim a ilusão que nada neste mundo nos pode magoar e que mais tarde ou mais cedo tudo se resolve, mas essa é uma ideia errada, as coisas resolvem-se não com o tempo, mas sim com dedicação e é isso que se passa com o amor, a época do "deixar andar" acabou, se queremos que algo resista a tudo e a todos, temos de lutar e não desistir aos primeiros obstáculos que nos apareçam à frente, tal como em todas as coisas mais valiosas da vida, aquilo que lhes dá valor é a sua raridade, o empenho que foi necessário para as encontrar, e por isso no amor não podemos arriscar-nos a sermos meros peões passivos que simplesmente se limitam a ver aquilo que acontece.
Se queres amar e ser amado, luta e faz com que alguém sinta que também és alguém por quem vale a pena lutar. Duas pessoas amam-se quando acima de tudo conseguem unir esforços para que as virtudes de cada um, sirvam para minimizar os defeitos de ambos, é por isso que se diz que no amor duas pessoas se tornam uma, porque aprendem a ser isso mesmo.
Poderá até ser uma visão exagerada do assunto mas por vezes a sensação que dá é que na verdade "dois antigos amantes, só conseguem ser verdadeiros amigos se, ou ainda se amam, ou nunca se amaram" e a explicação parece-me óbvia, a linha entre o amor e o ódio é ténue, porque quando se ama de verdade acredito mesmo que se ame tudo o que se odeia e também se odeie tudo o que se ama na outra pessoa.
No final acaba por surgir a questão, será que amar vale a pena? A resposta é sim, amar vale a pena, mas apenas se for amor de verdade.
está tudo tão certo! escreves super bem e consegues transmitir para palavras o que muitos não conseguem! adoro!
ResponderEliminarmuito obrigado, é dos melhores elogios que podia receber!
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